França pede para Chávez e Uribe seguirem juntos para libertar reféns
da Folha Online
O ministro das Relações Exteriores da França, Bernard Kouchner, exortou os presidentes da Colômbia, Álvaro Uribe, e da Venezuela, Hugo Chávez, a seguirem juntos na cooperação para libertar os demais reféns das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), agora que Clara Rojas e Consuelo González foram resgatadas.
"Precisamos manter a pressão [as negociações com as Farc], que agora se apóia no conjunto dos reféns dos Estados latino-americanos e na opinião pública mundial. Espero que tenhamos resultados nos próximos dias", afirmou Kouchner, para quem a libertação das duas reféns nesta quinta-feira "abre perspectivas".
Segundo Kouchner, a libertação das duas reféns "é um êxito da mediação de Chávez e do trabalho de inteligência de Uribe". "Se esses dois esforços se somarem, poderão produzir resultados".
Após a operação de resgate de Rojas e González, Uribe reconheceu a eficiência do trabalho de Chávez e propôs aos rebeldes uma negociação de paz.
"Devo reconhecer que foi eficaz o processo promovido pelo presidente Chávez, que obteve a libertação unilateral e incondicional de nossas compatriotas", disse Uribe em uma mensagem ao país.
Uribe também convidou as Farc a considerar uma "negociação sincera, ágil e de boa fé, cercada por garantias democráticas".
"Nossa gratidão ao presidente da irmã República Bolivariana da Venezuela, Hugo Chávez, por seu esforço e eficiência na libertação de nossas compatriotas Clara Rojas e Consuelo González", disse o presidente colombiano.
Betancourt
O pedido de Uribe também aumenta as expectativas do fim do cativeiro da franco-colombiana Ingrid Betancourt, seqüestrada em 2002 na mesma ocasião que Rojas.
No dia 23 de fevereiro, a ex-candidata à Presidência da Colômbia completa seis anos em poder da guerrilha.
O porta-voz do comitê de libertação das reféns, Hervé Marro, afirmou que o resgate de Clara e Consuelo causou "uma explosão de alegria", mas só pontual, pois ainda restam outros 3.000 na floresta em poder da guerrilha.
"Queremos que estes esforços voltem a ser realizados para Ingrid e para o resto dos reféns", afirmou.
O presidente francês, Nicolas Sarkozy, disse que a "França se alegra profundamente" com a libertação das reféns e prometeu redobrar os esforços para conseguir que a guerrilha entregue Betancourt.
"É um grande incentivo para perseverar" e "redobraremos os esforços para que o resto dos reféns retorne, em primeiro lugar Betancourt", disse o presidente francês.
Com France Presse
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