Farc exigem zona desmilitarizada para negociar acordo humanitário
da Folha Online
As Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) exigiram a criação de uma zona desmilitarizada no país como condição para voltar a negociar um acordo humanitário.
Em um comunicado datado de quinta-feira (10), o comando da guerrilha afirmou que o governo deveria retirar as tropas das localidades de Florida e Pradera. Eles querem que os municípios sirvam como "palco do diálogo" entre as partes.
As Farc afirmaram que fizeram sua parte ao libertar as reféns Clara Rojas e Consuelo González nesta quinta.
"Se o menino Emmanuel [filho de Rojas] não está nos braços de sua mãe é porque o presidente [Álvaro] Uribe o mantém seqüestrado em Bogotá", sustentaram as Farc, ao se referir à permanência da criança em uma instituição infantil do Estado.
Os insurgentes pediram a Uribe que o liberte para que "todos possam comemorar este fato".
Na mesma nota, divulgada pela Agência Bolivariana de Imprensa (ABP), os guerrilheiros afirmaram que a libertação de Rojas e González é "humanitária e unilateral".
Os familiares da ex-presidenciável Ingrid Betancourt, em poder das Farc há mais de cinco anos, também pediram para o governo retomar a proposta de criar uma zona desmilitarizada.
O ex-marido de Betancourt, Fabrice Delloye, afirmou que uma etapa foi vencida com o resgate de Rojas e González.
"Mas a urgência é extrema. O diálogo entre o presidente colombiano e as Farc deve ser retomado", ressaltou Delloye.
Com Efe
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