Mundo
11/01/2008 - 14h39

Saiba o que os pré-candidatos nos EUA pensam sobre o Iraque

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da Folha Online

Os Estados Unidos deram início, com a convenção partidária realizada em Iowa na semana passada, a um processo que ocorrerá em cada Estado para escolher os candidatos democrata e republicano para a disputa pela Presidência do país de 2008.

O segundo Estado a votar foi Wyoming, seguido por New Hampshire. A próxima votação ocorre na próxima terça (15) em Michigan. No sábado (19), ocorre a votação em Nevada.

As convenções que definirão os candidatos de cada partido, com a participação dos delegados escolhidos nas prévias de cada Estado, devem ocorrer em agosto e setembro.

Saiba como os pré-candidatos à Presidência pensam sobre o Iraque:

- Democratas

Hillary Clinton: Propôs uma lei que prevê o início da retirada das tropas americanas do Iraque 90 dias depois de sua decretação. Diz que gostaria de ver todos os soldados fora do país até o fim de seu mandato, mas não estabelece um prazo exato. Defende a imposição de compromissos para o governo iraquiano, com conseqüências caso não sejam cumpridos.

Barack Obama: Foi um crítico da Guerra do Iraque desde o início do conflito. Ele promete retirar os soldados do país aos poucos, em uma média de duas brigadas por mês. Pretende estabelecer uma convenção constitucional no Iraque para alcançar um acordo de reconciliação. Também defende um pacto de segurança com os países vizinhos do Iraque.

Mike Gravel: Foi uma das primeiras figuras públicas a se opor à invasão do Iraque. Ele defende a retirada imediata de todos os soldados do país, e uma diplomacia agressiva com os países vizinhos na região, que dê fim ao conflito. Defende também que os contratos de reconstrução sejam passados de empresas americanas para empresas iraquianas.

- Republicanos

Mike Huckabee: Chama o Iraque de uma "batalha na guerra geracional e ideológica contra o terror". Ele apóia o aumento das tropas e se opõe ao estabelecimento de um cronograma para a retirada. Segundo ele, a saída americana do país teria "sérias conseqüências estratégicas para os EUA" e "terríveis conseqüências humanas para os iraquianos". Ele apóia um compromisso regional para alcançar o apóio financeiro e político dos vizinhos do Iraque.

John McCain: Quer um maior compromisso militar para que se alcance sucesso a médio prazo no Iraque. Diz que não há forças americanas suficientes para esvaziar os bastiões insurgentes, garantir a segurança, reconstruir as instituições locais, combater a violência sectária em Bagdá, desmantelar a rede terrorista Al Qaeda, treinar o Exército iraquiano e integrar as equipes americanas às unidades de polícia iraquianas.

Ron Paul: Em 2002, foi um dos seis congressistas republicanos a votar contra a resolução da Guerra do Iraque. Ele diz que os EUA não deveriam interferir em questões relativas a outras nações, e pede a retirada dos soldados americanos de conflitos em todo o mundo, dizendo que estes deveriam se concentrar em garantir a segurança nos Estados Unidos.

Mitt Romney: É cauteloso em relação a uma rápida retirada das tropas americanas no Iraque. Ele quer manter a presença dos EUA no país, já que diz que há uma probabilidade razoável de que o governo iraquiano possa deter a violência sectária. Diz que a retirada imediata dos soldados deixaria o Iraque "atolado" em meio a um conflito regional.

fonte: http://usinfo.state.gov/

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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