Mundo
11/01/2008 - 15h30

Saiba o que os pré-candidatos nos EUA pensam sobre o clima

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da Folha Online

Os Estados Unidos deram início, com a convenção partidária realizada em Iowa na semana passada, a um processo que ocorrerá em cada Estado para escolher os candidatos democrata e republicano para a disputa pela Presidência do país de 2008.

O segundo Estado a votar foi Wyoming, seguido por New Hampshire. A próxima votação ocorre na próxima terça (15) em Michigan. No sábado (19), ocorre a votação em Nevada.

As convenções que definirão os candidatos de cada partido, com a participação dos delegados escolhidos nas prévias de cada Estado, devem ocorrer em agosto e setembro.

Saiba como os pré-candidatos à Presidência pensam sobre a questão climática:

- Democratas

Hillary Clinton: Diz que a mudança climática é uma questão ética de nosso tempo, e apóia as políticas para a redução do dióxido de carbono e de outras emissões que contribuem para o aquecimento global. Ela propõe o investimento em tecnologias que produzam energia limpa, o estabelecimento de um programa nacional para reduzir a poluição, o aumento da eficiência dos combustíveis e o fortalecimento da liderança dos EUA em relação à questão climática.

Barack Obama: Afirma que os EUA são responsáveis por tornar o planeta melhor para as gerações futuras. Seu plano incluiria a redução da emissão de gases, a implementação de um sistema para a diminuição da emissão de carbono em 80% até 2050, o aumento da eficiência dos combustíveis, a redução do consumo de gasolina por meio da expansão do uso de novas fontes de energia renovável e o investimento em tecnologias para projetos de energia limpa.

Mike Gravel: Diz que a mudança climática é uma questão de segurança nacional e de saúde do planeta. Ele propõe uma legislação de impostos sobre o dióxido de carbono, a diminuição das emissões de gases poluentes e um esforço para mudar o perfil da comunidade global nas áreas da engenharia e da ciência, com o fim da dependência mundial do petróleo.

- Republicanos

Mike Huckabee: Propõe a exploração, conservação e desenvolvimento de todas as formas de energia alternativa, para que os EUA alcancem a independência na área da energia. Ele defende o estabelecimento de um orçamento federal para pesquisas e desenvolvimento nesta área, além da ajuda do setor privado na busca por melhores alternativas de combustível.

John McCain: Defende a limitação das emissões de dióxido de carbono por meio do avanço de tecnologias de energia nuclear, para reduzir a dependência americana em fontes de energia estrangeiras, e para garantir que todas as nações contribuam para a solução da questão da mudança climática. Ele foi o principal autor de uma proposta do Senado para reduzir as emissões de carbono em 65% até 2050, e diz acreditar que a mudança climática é uma questão de segurança nacional.

Ron Paul: Mostra-se cético em relação à mudança climática. Em 2004, votou contra a implementação da política nacional de energia da administração de Bush, que deu início à conservação de energia, à pesquisa e ao desenvolvimento de fontes alternativas de energia.

Mitt Romney: Diz que os EUA devem diminuir sua dependência do petróleo adotando medidas de conservação e de aumento da eficiência dos combustíveis, desenvolvendo fontes alternativas de energia e buscando mais fontes domésticas de petróleo. Ele apóia a produção limpa de energia com uso do carvão, e o financiamento de pesquisas para a descobertas de novas energias e tecnologias ambientais.

fonte: http://usinfo.state.gov/

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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