Mundo
12/01/2008 - 00h46

Guatemala, com o apoio da ONU, inicia batalha contra impunidade

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da Efe, na Guatemala

Com a instalação da Comissão Internacional contra a Impunidade na Guatemala (Cicig), nesta sexta-feira (11), o país inicia uma batalha contra as máfias que se incrustaram nas estruturas do Estado, segundo a ONU.

A Cicig foi aprovada pelo Parlamento guatemalteco em agosto e é promovida pela Organização das Nações Unidas, a pedido do Governo. Ela iniciou suas operações com um amplo apoio da sociedade civil e da comunidade internacional.

O secretário-geral adjunto das Nações Unidas, Lynn Pascoe, disse durante o ato oficial de instalação da comissão que com esta "iniciativa inovadora" a Guatemala, com o apoio da ONU e da comunidade internacional, inicia uma árdua batalha "para investigar e desmantelar as redes ilícitas que constituem a pedra angular da impunidade".

A comissão será formada por cerca de 200 especialistas em Justiça criminal, metade guatemalteca e metade estrangeira. Eles terão um mandato de dois anos, prorrogáveis por mais dois.

O jurista espanhol Carlos Castresana, presidente da Cicig, afirmou que se preocupa com as vítimas do crime organizado e da impunidade no país. "A principal preocupação é com possíveis futuras vítimas", afirmou.

"A Guatemala é hoje um lugar pouco propício para a Justiça. É urgente aplicar a lei por igual a todas as pessoas", opinou.

O vice-presidente guatemalteco, Eduardo Stein, principal defensor da iniciativa, disse que ela vai ajudar as instituições do Estado encarregadas de zelar pela justiça "e não a passar por cima delas".

O mandato da missão estabelece que ela deve investigar "com absoluta independência do Governo" as máfias e grupos do crime organizado que penetraram as estruturas do Estado. Além disso, vai capacitar técnica e cientificamente o Ministério Público e a Polícia Civil para evitar o surgimento de novas quadrilhas.

Entre os países que forneceram apoio financeiro à comissão estão Bélgica, Canadá, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, Noruega, Holanda, Suécia, Suíça e Reino Unido. Também haverá aportes do Banco Mundial, da Fundação Soros e da União Européia.

 

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