Mundo
12/01/2008 - 09h35

Colômbia rejeita mudar classificação de Farc e ELN como terroristas

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da France Presse, em Bogotá

O governo colombiano descartou nesta sexta-feira (11) o pedido do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, para mudar a classificação de "terrorista" das guerrilhas das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e do ELN (Exército de Libertação Nacional) pela de "beligerantes".

A Colômbia, "por nenhum motivo, aceita que estes grupos percam a classificação de terroristas e recebam a classificação de beligerantes", disse o secretário de imprensa do governo, César Mauricio Velásquez.

Pouco antes, Chávez havia pedido a modificação da classificação das guerrilhas colombianas, após as Farc libertarem as reféns Clara Rojas e Consuelo González.

Chávez afirmou que Farc e ELN "são forças insurgentes que têm um projeto político, um projeto bolivariano, que aqui é respeitado".

Segundo Velásquez, os dois grupos, assim como os paramilitares de extrema-direita, são terroristas, porque "atentam contra uma democracia respeitável e utilizam métodos de extermínio".

"O governo, com suas Forças Armadas e sua Constituição, continuará a luta para derrotar esses grupos terroristas, que já receberam as mais generosas ofertas de paz", disse. "No continente, houve grupos violentos que, por lutar contra as ditaduras, foram qualificados de insurgentes, mas na Colômbia esses grupos violentos atentam contra a democracia e merecem a classificação de terroristas."

O porta-voz destacou que "os grupos violentos da Colômbia são terroristas também porque se financiam com um negócio letal para a humanidade: o narcotráfico". Velásquez lembrou ainda que as Farc mantêm mais de 750 cidadãos seqüestrados.

Segundo ele, a libertação de Clara Rojas e Consuelo González não pode ocultar o horror do seqüestro de que foram vítimas por tantos anos, ou tampouco a "tortura" que as Farc aplicaram a policiais, militares e políticos seqüestrados, que "permanecem acorrentados dia e noite".

 

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