Mundo
13/01/2008 - 14h38

Simulação de afogamento é tortura para o diretor de Inteligência dos EUA

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da France Presse, em Washington

O diretor de Inteligência dos Estados Unidos, Mike McConnell, considera que a técnica de interrogatório que simula o afogamento ("waterboarding") é uma forma de tortura e assegura que não é utilizada pelos Estados Unidos, em uma entrevista divulgada neste domingo.

"A simulação de afogamento seria atroz", considera McConnell em entrevista à revista The New Yorker.

"Se tivesse água entrando pelo meu nariz... Meu Deus! Não posso imaginar até que ponto seria doloroso! Que seja tortura ou não, de acordo com a definição de qualquer outro, para mim seria tortura", afirma o diretor de Inteligência.

Perguntado sobre sua própria definição de tortura McConnell responde: "algo que provoque uma dor insuportável".

Na entrevista, McConnell defende as técnicas de interrogatório da CIA utilizadas em suspeitos: "Temos obtido informações significativas? Muitas! Isto salva vidas? Muitíssimas! Obtivemos informações incríveis". Mas "não torturamos", afirma McConnell.

A CIA revelou recentemente ter destruído fitas de vídeos de interrogatórios com suspeitos de terrorismo em 2005, nas quais os investigadores faziam uso de métodos controversos. Estas técnicas são consideradas fisicamente duras e incluiriam a simulação de afogamentos.

O secretário de Justiça americano Michael Mukasey anunciou no dia 2 de janeiro a abertura de uma investigação sobre a destruição destas gravações.

 

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