Clara Rojas reencontrará filho ainda hoje
da France Presse, em Caracas
Emmanuel, o menino nascido em cativeiro nas selvas colombianas e agora internado em um orfanato público de Bogotá, deve ser entregue ainda hoje à mãe, a refém recentemente libertada Clara Rojas, que já está na capital colombiana.
Elvira Forero, diretora do Instituto de Bem-Estar Familiar --encarregado da custódia do menino e que foi recebê-la no aeroporto de Bogotá--, explicou "que será muito fácil o processo de adaptação de Emmanuel à mãe, porque ele é uma criança alegre, feliz e amorosa."
Em declarações à rádio Caracol de Bogotá, Elvira explicou que o menino tem facilidade de se relacionar com outras pessoas, o que vai fazer com que a adaptação com sua mãe seja rápida.
Por sua vez, o ministro de Previdência Social, Diego Palacio, afirmou que Emmanuel, 3 anos e 9 meses, "pode voltar logo para sua família, mas respeitando os prazos da lei, para que o menino não sofra um processo traumático."
Rojas, depois de quase seis anos de cativeiro, e que não sabia do paradeiro de Emmanuel, expressou em Caracas seu desejo de ter o menino consigo o mais rápido possível.
"Estou viva para ele e espero que ele também esteja para mim", disse a jornalistas, depois de lembrar as difíceis condições nas quais nasceu seu filho.
Emmanuel é fruto de uma relação consentida com um membro do grupo guerrilheiro, mas quando completou oito meses, foi separado da mãe.
As Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) tinham se comprometido com o presidente venezuelano, Hugo Chávez, a libertar Rojas, seu filho e Consuelo González a uma comissão humanitária.
Mas o presidente colombiano, Alvaro Uribe, revelou em 31 de dezembro que, segundo informes da inteligência, o menino não estaria em poder das Farc e que estaria em um orfanato de Bogotá.
Segundo um exame de DNA, o menino encontrado na capital colombiana de fato era o filho de Rojas, o que foi confirmado posteriormente pelas Farc em um comunicado.
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