Mundo
14/01/2008 - 09h30

Rojas se diz a "mulher mais feliz do mundo" após rever o filho

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da Folha Online

A advogada e ex-refém das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), Clara Rojas, declarou-se a "mulher mais feliz do mundo", ao rever seu filho Emmanuel, 3, após três anos separados.

As cenas do reencontro --que ocorreu em local não identificado em Bogotá-- foram divulgadas em vídeo pelo Instituto Colombiano de Bem-Estar Familiar (ICBF).

Reuters
Ex-refém das Farc Clara Rojas abraça filho Emmanuel após 3 anos de separação
Ex-refém das Farc Clara Rojas abraça filho Emmanuel após 3 anos de separação

"Eu me sinto a mulher mais feliz do mundo e mais orgulhosa com o meu bebê. Ele está divino, tem um olhar lindo", disse Rojas, emocionada.

A custódia do garoto foi concedida a ela provisoriamente, até que os trâmites para a guarda permanente se encerrem, provavelmente no prazo de duas semanas.

A diretora do ICBF, Elvira Forero, explicou que Rojas e Emmanuel passarão por "sessões de conhecimento" para que o menino forme vínculos com a família e tenha a "qualidade de vida que merece".

Ao detalhar seu encontro com o menino, Rojas disse, em voz pausada, que tem sido "uma sensação maravilhosa".

A ex-refém voltou a pedir compreensão dos meios de comunicação e de todo o mundo. "Venho em um processo forte de esgotamento. Então, quero pedir para ficar tranqüila", afirmou.

Ela disse que sua mãe, Clara González de Rojas, Emmanuel e ela própria passarão por tratamentos médicos, e precisam descansar "uns dias, semanas ou meses".

Mais uma vez, Rojas agradeceu a "todos os concidadãos, compatriotas e amigos do mundo" pelo bem que fizeram a ela e a seu filho.

Emmanuel

Emmanuel ainda sofre seqüelas de seu tempo em cativeiro. Uma fratura em um braço durante o nascimento ainda o impede de fechar a mão. Emmanuel sofreria ainda problemas psicomotores. Ele foi entregue a um orfanato com malária, leishmaniose e diarréia aguda.

O garoto é fruto de uma relação consentida entre Rojas e o guerrilheiro Juan David, de quem Rojas não tem mais notícias.

As Farc decidiram separar o garoto da mãe poucas semanas após o nascimento. De acordo com a guerrilha, em comunicado recente, Emmanuel não "poderia crescer em meio às operações bélicas, dos combates e das contingências da selva".

No princípio de 2005, os guerrilheiros deixaram Emmanuel sob os cuidados do camponês José Crisantemo Gómez Tovar, que o levou para tratamento médico em um posto de saúde. Porém, devido às evidências de maus tratos, Emmanuel foi levado ao ICBF e passou à guarda do Estado.

No dia 18 de dezembro, as Farc anunciaram que libertariam Rojas, Emmanuel e a ex-congressista Consuelo González como "ato de desagravo ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afastado abruptamente das mediações entre a guerrilha e o governo da Colômbia.

A operação, no entanto, malogrou porque o garoto não estava mais com a guerrilha, como o governo colombiano revelou.

Uma segunda operação conduzida pela Venezuela resgatou Rojas e González na última quinta-feira. Elas estavam em poder das Farc havia mais de cinco anos.

Com Efe e France Presse

 

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