Mundo
14/01/2008 - 17h24

Huckabee representa parcela conservadora dos republicanos

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da Folha Online

O republicano Michael Dale Huckabee, 52, vencedor do caucus [convenção partidária] de Iowa --primeiro Estado a votar nas primárias da corrida presidencial nos EUA-- representa os eleitores mais conservadores de seu partido.

Filho de um bombeiro, foi o primeiro da família a formar-se no ensino médio. Como ex-pastor da igreja Batista no Estado do Arkansas --o qual governou entre 1996 e 2007--, Huckabee costuma pontuar seus discursos com referências a Deus e à Bíblia.

Diferentemente de outros candidatos do Partido Republicano, ele é contra o aborto e a união civil de homosexuais.

Alex Brandon/AP
Pastor batista, Huckabee conta com o apoio de parte da direita religiosa
Pastor batista, Huckabee conta com o apoio de parte da direita religiosa

De acordo com as pesquisas qualitativas, o eleitorado reconhece em Huckabee qualidades como "honestidade" e "moralidade".

A vitória em Iowa --o primeiro Estado a definir os candidatos, no dia 3 de janeiro-- colocou Huckabee em evidência e deu maior impulso para sua campanha. Ele entrou na disputa com recursos mais limitados do que os de seus oponentes.

O bom desempenho não se repetiu em New Hampshire, no dia 8 de janeiro, onde ele ficou em terceiro lugar com 11%, atrás de John McCain (37%) e Mitt Romney (32%).

Algumas sondagens, porém, apontam que Huckabee lidera com ligeira vantagem na Carolina do Sul, cujas prévias acontecem no próximo dia 19.

Huckabee costuma dizer que os Estados Unidos precisar "dar fim" à sua dependência de importações de gêneros alimentícios e energia. Ele fala também em melhorar a medicina preventiva. Em relação ao Iraque, um dos pontos mais sensíveis da campanha, Huckabee foi um dos únicos a se colocar contra a retirada imediata da tropas dos EUA no país.

Em 2003, após receber o diagnóstico de diabético, Huckabee perdeu 50 quilos. Ele vive hoje em North Little Rock com sua mulher, Janet, e seus filhos David, Sarah e John Mark.

Com Efe e "The New York Times"

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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