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14/01/2008 - 19h12

John Edwards tenta mais uma vez chegar à Casa Branca

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da Folha Online

John Edwards está novamente no páreo para disputar uma vaga no Partido Democrata para concorrer à Presidência dos Estados Unidos, utilizando a política interna americana em seu discurso e explorando a crescente desigualdade entre ricos e pobres no país.

Ele, na verdade, não deixou de fazer campanha desde que foi derrotado nas eleições de 2004, nas quais concorreu como vice-presidente junto ao então candidato presidencial democrata John Kerry.

Adam Hunger /Reuters
O ex-senador John Edwards tenta mais uma vez chegar à Casa Branca
Ex-senador Edwards tenta mais uma vez chegar à Casa Branca

Edwards --que fez fortuna como advogado graças a seu carisma, a seu grande sorriso e a um discurso capaz de emocionar o júri mais insensível-- é um homem que enriqueceu por seu próprio esforço, após nascer em uma família humilde de trabalhadores têxteis.

Extrovertido e jovial, sempre quis ser advogado, e alcançou seu maior sucesso quando conseguiu que um júri ordenasse uma indenização de US$ 25 milhões [cerca de R$ 41 milhões] --a maior na história da Carolina do Norte-- a uma menina de oito anos, Valerie Lakey, que ficou incapacitada após ficar presa no ralo de uma piscina.

Apesar de sua meteórica carreira legal, em 1997 ele decidiu entrar na política, um ano depois que seu filho Wade, 16, havia morrido em um acidente de trânsito. Nascido em Seneca, Carolina do Sul, em 1953, Edwards tem outros três filhos --Catharine, Emma Claire e Jack.

Após sua passagem pelo Senado, em 2004, ele entrou na corrida presidencial, e após ser derrotado nas primárias de seu partido, foi resgatado pelo candidato vencedor, John Kerry, que o elegeu como seu "braço-direito" se chegasse à Casa Branca.

Campanha

Novamente na batalha eleitoral pela candidatura presidencial democrata, Edwards transformou em tema dominante de seu discurso a política interna dos EUA, o crescente abismo entre ricos e pobres, e a perda de poder aquisitivo da classe média.

Edwards propõe um sistema nacional de assistência médica, e afirma que a atenção do governo a assuntos como saúde, educação, pobreza e meio ambiente são mais importantes que a redução a curto prazo do déficit fiscal.

Em relação à imigração, ele é favorável a uma reforma da legislação que abra caminho à legalização de quem está irregular no país e defende a intensificação do controle das fronteiras.

Embora tenha votado no Senado, em 2002, a favor da autorização para que o presidente americano, George W. Bush, invadisse o Iraque, agora critica energicamente a política de Washington no país, mas apóia a modernização das forças militares e de segurança dos EUA para combater os terroristas.

Edwards tem certa simpatia entre os eleitores que admiram sua coragem --demonstrada, por exemplo, quando ele enfrentou o câncer reincidente de sua mulher Elizabeth.

Ela soube da doença no mesmo dia em que a dupla Kerry -Edwards admitiu a derrota frente Bush-Cheney, em 2004.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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