Mundo
16/01/2008 - 20h55

Açougueiro argentino confessa que decapitou menino em ritual satânico

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da Efe, em Buenos Aires

Um jovem açougueiro detido recentemente na Argentina confessou nesta quarta-feira perante a Justiça sua participação na morte brutal de um menino de 12 anos que foi abusado sexualmente, assassinado e esquartejado durante um ritual satânico.

"Com este testemunho se fecha o círculo sobre os autores materiais do assassinato" de Ramón Ignacio González, perpetrado na Província de Corrientes (nordeste) em 2006, assegurou o promotor do caso, Gustavo Schmitt.

Sete pessoas estão presas em conexão com o crime e a última delas --detida há uma semana na periferia de Buenos Aires-- é um jovem que admitiu ter decapitado o menino.

"Ele declarou que foi contratado para assassinar Ramón durante um jogo satânico", disse o promotor do caso, antes de esclarecer que ainda falta localizar as pessoas que encomendaram e financiaram o homicídio.

O último detido --de sobrenome Beguiristain e cujo nome não foi divulgado-- trabalhou como açougueiro durante vários anos e, em sua declaração, forneceu dados sobre outras "duas pessoas que também tiveram uma participação ativa na noite do crime".

O jovem, conhecido como "O Bruxo", foi processado ao lado de outros seis suspeitos e a polícia ainda procura um dos principais envolvidos, identificado como Daniel Alegre.

Desaparecimento

Ramón González desapareceu no dia 5 de outubro de 2006 e, dois dias depois, seu corpo foi achado esquartejado e com sinais de ter sido abusado sexualmente perto de uma estação de ônibus de Corrientes, na qual o menino costumava pedir esmolas e dormir.

Durante a investigação, uma jovem que aparentemente foi obrigada a presenciar o ritual no qual Ramón foi assassinado forneceu um testemunho-chave para deter os sete suspeitos, entre os quais está a avó da menina.

Após violentar o menino várias vezes e matá-lo, eles "puseram o garoto em cima de uma hóstia negra e juntaram o sangue do corpo", relatou a jovem.

A testemunha disse que o rito foi fotografado, e que seus participantes "deram-se as mãos com o sangue de Ramón, anunciando as próximas vítimas e dizendo que as almas de vários mortos estavam ali presentes e comemoravam com eles".

 

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