Mundo
21/01/2008 - 11h22

Uribe se reúne com Sarkozy para falar sobre reféns das Farc

Publicidade

da Efe, em Paris
da Folha Online

O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, chegou ao Palácio do Eliseu para uma reunião com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, sobre os esforços para a libertação de reféns sob poder das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), incluindo Ingrid Betancourt.

Uribe, a quem a Guarda Republicana rendeu honras militares no pátio do Palácio do Eliseu, foi recebido cordialmente por Sarkozy, que o esperava embaixo da escada do palácio presidencial.

Os dois líderes trocaram um abraço e, sorridentes, posaram para as câmaras antes de entrar no edifício para sua reunião.

Uribe, cuja visita à França é a primeira etapa de uma viagem européia que o levará também a Bruxelas, Espanha e Suíça, disse antes do encontro que está disposto a negociar com as Farc "desde que [o grupo] atue de boa fé e não insistam em suas ações terroristas".

Em entrevista, o presidente colombiano afirmou que sua prioridade é a libertação dos reféns, mas também combater os terroristas.

"As medidas que temos que tomar para salvar os reféns não podem permitir que o grupo terrorista das Farc possa recuperar a capacidade" de causar danos, e "França tem que entender isso", disse.

O presidente colombiano adiantou que pedirá a Sarkozy apoio para uma missão internacional médica que possa atender aos reféns da guerrilha na selva, mas as Farc, por meio de seu porta-voz Raúl Reyes, já rejeitaram a proposta de missão médica.

Uribe, que anunciou antes de sua viagem à Europa que tinha restabelecido o trabalho de facilitação da Espanha, França e Suíça para conseguir um acordo humanitário para a libertação dos reféns, quer que esse trabalho seja articulado com a mediação da Igreja Católica colombiana.

As Farc pretendem trocar 44 reféns, entre eles Betancourt --seqüestrada desde fevereiro de 2002-- por 500 guerrilheiros presos.

Chávez

Ontem, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, insulto Uribe em seu programa de rádio, dizendo que o colega colombiano é "covarde, mentiroso, nocivo e manipulador", além de compará-lo a um "chefe da máfia".

Chávez também reiterou as acusações de que o governo de Uribe tentou sabotar a libertação de reféns das Farc ao realizar bombardeios na localidade em que foi realizada a operação.

O governo colombiano afirmou que as operações militares foram suspensas durante a operação de resgate e negou qualquer tentativa de sabotagem.

"Uribe é um peão de Bush [presidente dos EUA]. Um homem assim não merece ser presidente de nada, menos de um país. Serve para ser chefe de uma máfia", afirmou o presidente venezuelano, durante seu programa semanal de rádio e TV "Alô, Presidente!".

 

FolhaShop

Digite produto
ou marca