Mundo
22/01/2008 - 21h05

Chávez se reúne com enviado de Sarkozy para discutir troca de reféns

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da France Presse, em Caracas

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, reuniu-se nesta terça-feira com Noel Saez, enviado de seu homólogo francês, Nicolas Sarkozy, para tratar do tema dos reféns da guerrilha colombiana das Farc, informou a sede presidencial em um comunicado divulgado nesta terça-feira.

"Durante o encontro, abordou-se o relativo aos próximos passos a seguir no processo para obter a libertação de mais pessoas cativas, das que se encontram nas mãos das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc)", segundo a nota.

Também participou da reunião o embaixador francês Hadelin de La Tour-du-Pin, o chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, o ministro da Presidência, Jesse Chacón, e o ministro do Interior, Ramón Rodríguez Chacín.

Saez, que foi cônsul francês na Colômbia até 2004, já havia se reunido com Chávez em 8 de novembro passado para tratar do tema da missão humanitária que terminou com a libertação das políticas colombianas Clara Rojas e Consuelo González.

No dia 11 de janeiro, em um discurso no Congresso venezuelano, Chávez pediu aos países da América Latina e da Europa para retirarem da lista de grupos terroristas as guerrilhas colombianas das Farc e do Exército de Libertação Nacional (ELN) e que o presidente colombiano, Alvaro Uribe, reconheça tais grupos como forças beligerantes.

Na segunda-feira, Uribe se reuniu em Paris com Sarkozy e insistiu no caráter "terrorista" das Farc, embora tenha destacado que está disposto a um acordo humanitário.

Uribe pôs fim em novembro passado à mediação iniciada por Chávez em agosto e relançou no último sábado a dos facilitadores europeus, no âmbito de sua viagem, que começou no domingo em Paris e o levará à Espanha, Suíça e Bélgica.

O presidente colombiano pediu o apoio dos europeus para estabelecer uma "missão internacional médica" que atenda aos reféns e para uma missão de mediação da Igreja Católica de seu país que torne possível a troca de 500 guerrilheiros presos por 43 reféns das Farc.

Nesta terça, a União Européia rejeitou, de forma taxativa, a possibilidade de retirar as Farc de sua lista terrorista e reafirmou "todo seu apoio" a Uribe na busca pela libertação dos seqüestrados e na luta contra a violência.

Comentários dos leitores
Ricardo Perrone (41) 12/11/2009 11h26
Ricardo Perrone (41) 12/11/2009 11h26
O Governo colombiano não deveria exercer esse tipo de artifício para capturar assassinos, bandidos ou guerrilheiros. Pagar recompensa é um estímulo a práticas detestáveis do caráter humano, como: ganância, traição e mentira. O governo deveria pegar o valor de tal recompensa e empregar nas atividades investigativas da polícia ou mesmo em sua modernização. O Estado deve ter por meta estimular o bom comportamento na sociedade, banindo práticas detestáveis mesmo que sejam por uma boa causa. sem opinião
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O Pacificador (114) 12/11/2009 11h03
O Pacificador (114) 12/11/2009 11h03
"Governo colombiano oferece US$ 1 milhão pelos assassinos de soldados do país..."
Nem precisava tanta grana.
Quem pode entregar os "cabeças" das Farc, é só gente interna mesmo.
Por dinheiro, que a verdadeira ideologia deles, esses "guerilheiros", fazem qualquer coisa.
Como já mostraram antes que são capazes, cortando até as maos de um líder da guerilha, para comprovar sua eliminação.
Uma fração do oferecido, teria sido mais do que sufiente...
sem opinião
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AGUINALDO VENANCIO (2096) 12/11/2009 08h06
AGUINALDO VENANCIO (2096) 12/11/2009 08h06
BOA URIBE! sem opinião
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