Uribe diz que missão médica para reféns das Farc teria todas as garantias
da France Presse, em Madri
O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, afirmou em Madri, nesta quarta-feira, que seu governo daria todas as "garantias" para que uma missão médica internacional auxiliasse os reféns das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).
"Eu digo ao mundo, a partir da Espanha, que se houver uma missão médica internacional, nós vamos respeitar como se espera de um Estado de direito, um Estado democrático", declarou Uribe, ao lado do primeiro-ministro espanhol, José Luis Rodriguez Zapatero.
"As diligências e os acordos de garantia, para que essa missão aconteça e possa ajudar os reféns, serão respeitadas", prometeu o presidente colombiano.
Uribe havia indicado, na segunda-feira em Paris, que ia pedir o apoio do colega francês Nicolas Sarkozy a uma missão internacional médica para auxiliar os reféns.
Ele explicou ainda que era necessário que a missão pudesse entrar na selva para cuidar da saúde dos reféns.
"Liberamos uma zona de encontro proposta pela Igreja Católica, onde não haveria risco para a população; uma zona rural, despovoada, sem presença militar e sem presença policial excessiva", acrescentou.
O segundo nome na hierarquia das Farc, Raul Reyes, porém, rejeitou a proposta em nome da "segurança dos reféns", dizendo temer que esta missão servisse como operação de localização da guerrilha.
As Farc pedem uma zona desmilitarizada maior ao redor de Pradera e Flórida, no sudoeste da Colômbia, para uma troca humanitária. A guerrilha propõe a troca de 43 reféns "políticos", entre eles a ex-candidata à presidência da Colômbia, Ingrid Betancourt, e três americanos, por 500 rebeldes presos.
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