Novos confrontos matam ao menos 12 no oeste do Quênia
da Folha Online
Ao menos 12 pessoas morreram na madrugada desta quinta-feira no Quênia --oito delas assassinadas a machadadas perto da cidade de Nakuru (oeste)-- em novos confrontos relacionados à reeleição do presidente do país Mwai Kibaki, em dezembro passado.
Dois homens foram mortos a tiros pela polícia em Limuru (centro), quando integrantes da etnia Kikuyu, de Kibaki, expulsavam de suas casas membros de outras etnias.
| Ben Curtis/AP |
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| Família queniana no parque Jamhuri, que abriga muitos desalojados; novos confrontos matam ao menos 12 pessoas no oeste do país |
O Movimento Democrático Laranja (MDN), de oposição, anunciou nesta quarta-feira (23) a suspensão das manifestações convocadas para hoje a pedido do ex-secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Kofi Annan, que começou a mediar a crise no país.
"Suspendemos o ato, mas isso não significa que não possamos convocar uma nova série de ações", disse o porta-voz do MDN, Salim Lone.
O MDN vem organizando protestos contra a derrota de seu líder Raila Odinga, nas últimas eleições presidenciais. A oposição acusa o governo do país de fraudar as eleições no país para permitir a reeleição de Kibaki.
A onda de violência que se seguiu após a posse do presidente já deixou ao menos 780 mortos.
Odinga declarou nesta quarta-feira que estava pronto para compartilhar o poder com Kibaki, em uma entrevista à rede de televisão alemã ARD.
"Temos uma proposta de Constituição que prevê o posto de presidente e o de primeiro-ministro", declarou em alemão Odinga, que estudou na extinta Alemanha Oriental. "Temos a esperança de que Kofi Annan consiga a cooperação. Estamos dispostos a falar com ele e com Kibaki", acrescentou.
Annan deveria reunir-se ontem com Kibaki e Odinga, mas só o fez com o líder opositor. O encontro com o chefe de Estado foi adiado para esta quinta.
"Foi uma reunião de duas horas útil e muito construtiva. Vão ser negociações muito duras, mas estamos decididos a fazer todo o necessário para conseguir um acordo, porque o futuro deste país está em jogo", declarou o porta-voz do partido de Odinga.
Com France Presse
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