Fidel afirma que pensou em seu fim quando adoeceu
da Efe, em Havana
O ditador cubano, Fidel Castro, disse que pensou em seu "fim" no dia 26 de julho de 2006, quando adoeceu. Ele fez a afirmação em sua série de artigos chamada "Reflexões", divulgada nesta quinta-feira pela imprensa local.
"Quando adoeci gravemente na noite de 26 e na madrugada de 27 de julho, pensei que seria o fim", afirmou Fidel, em artigo intitulado "Lula", em referência à visita do presidente brasileiro a Cuba no último dia 15.
"Enquanto os médicos lutavam pela minha vida, o chefe de gabinete do Conselho de Estado lia, por exigência minha, o texto [em que Fidel passava o poder a seu irmão Raúl Castro], e eu ditava as regras pertinentes", acrescenta, ao comentar a carta que endereçou ao povo cubano em 31 de julho de 2006.
Na ocasião, Fidel anunciou a transferência provisória de seus poderes na ilha.
Em seu encontro com Lula, segundo conta o líder cubano, o presidente brasileiro comentou que estava muito "impressionado" com sua saúde. Ouviu como resposta que Fidel se dedicava a "pensar e a escrever".
"Nunca em minha vida tinha pensado tanto", teria acrescentado na ocasião o líder cubano.
Fidel disse a Lula que nas datas em que adoeceu quase não conseguia dormir.
O presidente brasileiro, que fez uma visita a Cuba de 24 horas e reuniu-se no período com o governante provisório da ilha, Raúl Castro, afirmou ter visto um Fidel dono de "uma lucidez incrível" e de uma saúde "impecável", e pronto para reassumir seu papel de protagonista político no mundo globalizado.
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