Apesar de reunião entre rivais, crise continua no Quênia
da Folha Online
Os presidente reeleito e o líder da oposição do Quênia se reuniram pela primeira vez desde a controversa eleição de dezembro e afirmaram que irão buscar uma solução para a onda de violência que deixou mais de 700 mortos.
No entanto, o líder da oposição afirmou após o encontro que a declaração do presidente Mwai Kibaki, de que ele havia sido "devidamente eleito" acaba com todos os esforços de mediação.
Kofi Annan, ex-secretário-geral da ONU, promoveu o primeiro encontro entre Kibaki e seu rival Raila Odinga desde as eleições de 27 de dezembro, que deram início à crise que deixou centenas de mortos.
| Antony Njuguna/Reuters |
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| Refugiados quenianos fazem fila para receber alimentos nesta quinta-feira, em Nairóbi |
Annan disse que "passos justos" foram tomados em direção a uma solução pacífica durante a reunião a portas fechadas. Centenas de quenianos comemoraram quando os dois líderes se cumprimentaram e sorriram antes de prometer resolver a crise.
Mas a frase de Kibaki --"como disse após tomar posse como seu presidente devidamente eleito do Quênia..."-- gerou uma resposta irritada de Odinga, líder do Movimento Democrático Laranja (ODM).
"Agora fica muito claro ao país que o sr. Kibaki não tem intenções de embarcar nesta empreitada com o povo do Quênia", afirmou o secretário-geral do ODM, Anyang Nyong'o, em coletiva de imprensa, duas horas depois.
"Seu comportamento degradante e inaceitável foi claramente para minar os esforços de mediação e para prolongar o sofrimento do povo do Quênia", disse Nyong'o.
| Jon Hrusa/Efe |
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| O presidente do Quênia, Mwai Kibaki (centro), cumprimenta o líder opositor |
As críticas abalaram as esperanças criadas pelo encontro, que há muito havia sido pedido pela comunidade internacional e pelos quenianos.
Mais cedo, Annan havia conseguido convencer o ODM a cancelar protestos planejados para esta quinta-feira, após tais manifestações terem se tornado violentas.
O ODM havia pedido por um mediador estrangeiro para dar solução a uma crise que dividiu o Quênia em grupos étnicos e políticos após a vitória apertada de Kibaki em uma eleição marcada por acusações de fraude por parte dos observadores.
Centenas já morreram e cerca de 250 mil quenianos abandonaram suas casas em uma combinação de assassinatos político-étnicos e a violenta ação da política para conter os protestos.
Com Reuters
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