Mundo
24/01/2008 - 18h17

Senado italiano nega apoio a premiê; renúncia é esperada

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da Folha Online

Os senadores italianos negaram, na noite desta quinta-feira, a moção de confiança ao governo de centro-esquerda liderado por Romano Prodi.

De acordo com a Constituição italiana, Prodi deverá, agora, apresentar sua demissão ao presidente Giorgio Napolitano.

O chefe de Estado deverá consultar todos os partidos e decidir entre designar um governo técnico de transição que tenha como objetivo a reforma da lei eleitoral ou convocar eleições antecipadas.

Antes da votação, Prodi afirmou que "pedir o voto de a confiança do Senado não é um ato de obstinação e sim de coerência". O primeiro-ministro italiano foi muito pressionado para renunciar antes da votação no Senado, inclusive pelo presidente da República.

No entanto, Prodi preferiu se submeter à decisão dos senadores "por respeito às instituições e para que o país conheça quem as apóia".

Em seu discurso, Prodi explicou que a Itália atravessa uma grave crise política e econômica, e que necessita de "reformas urgentes" porque "não se poder dar-se ao luxo de parar".

A derrota do primeiro-ministro já era dada como certa pela imprensa, que calculava ser muito difícil a conquista da maioria dos votos, principalmente depois da saída do pequeno partido democrata-cristão Udeur, que garantia ao governo a vantagem de um voto na Câmara alta.

Até a semana passada, a Udeur, legenda inscrita no conservador Partido Popular Europeu, apoiava o governo de centro-esquerda de Prodi.

No entanto, Clemente Mastella, líder e fundador do Udeur, renunciou nesta semana ao cargo de ministro da Justiça --está sendo investigado por abuso de poder-- e retirou o apoio ao chefe de governo.

A crise foi imediata, porque a coalizão de Prodi tinha, com os três senadores de Mastella, duas cadeiras de diferença em relação à oposição.

Com France Presse e Efe

 

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