Senado italiano nega apoio a premiê; renúncia é esperada
da Folha Online
Os senadores italianos negaram, na noite desta quinta-feira, a moção de confiança ao governo de centro-esquerda liderado por Romano Prodi.
De acordo com a Constituição italiana, Prodi deverá, agora, apresentar sua demissão ao presidente Giorgio Napolitano.
O chefe de Estado deverá consultar todos os partidos e decidir entre designar um governo técnico de transição que tenha como objetivo a reforma da lei eleitoral ou convocar eleições antecipadas.
Antes da votação, Prodi afirmou que "pedir o voto de a confiança do Senado não é um ato de obstinação e sim de coerência". O primeiro-ministro italiano foi muito pressionado para renunciar antes da votação no Senado, inclusive pelo presidente da República.
No entanto, Prodi preferiu se submeter à decisão dos senadores "por respeito às instituições e para que o país conheça quem as apóia".
Em seu discurso, Prodi explicou que a Itália atravessa uma grave crise política e econômica, e que necessita de "reformas urgentes" porque "não se poder dar-se ao luxo de parar".
A derrota do primeiro-ministro já era dada como certa pela imprensa, que calculava ser muito difícil a conquista da maioria dos votos, principalmente depois da saída do pequeno partido democrata-cristão Udeur, que garantia ao governo a vantagem de um voto na Câmara alta.
Até a semana passada, a Udeur, legenda inscrita no conservador Partido Popular Europeu, apoiava o governo de centro-esquerda de Prodi.
No entanto, Clemente Mastella, líder e fundador do Udeur, renunciou nesta semana ao cargo de ministro da Justiça --está sendo investigado por abuso de poder-- e retirou o apoio ao chefe de governo.
A crise foi imediata, porque a coalizão de Prodi tinha, com os três senadores de Mastella, duas cadeiras de diferença em relação à oposição.
Com France Presse e Efe
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