Premiê italiano Romano Prodi renuncia ao cargo
da Folha Online
O primeiro-ministro da Itália, Romano Prodi, foi nesta quinta-feira ao Palácio Quirinale, sede da Presidência do país, para apresentar sua renúncia ao chefe de Estado italiano, Giorgio Napolitano.
Mais cedo, Prodi teve uma moção de confiança negada pelo Senado, que a votou depois que o pequeno partido Udeur (democrata-cristão) decidiu abandonar a coalizão governista de centro-esquerda União.
| Andrew Medichini/AP |
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| O ex-premiê italiano Romano Prodi entregou o cargo ao presidente nesta quinta-feira |
O Udeur, essencial para garantir a maioria do governo na Câmara Alta, sofreu um forte golpe depois que o ministro da Justiça Clemente Mastella deixou o cargo após sofrer denúncias de corrupção, na semana passada. A dissidência deixou Prodi encurralado e levou a oposição a pedir sua renúncia imediata.
Com a crise oficialmente aberta, o chefe de Estado abrirá um período de consultas para determinar os próximos passos que, em princípio, podem ser dois --a formação de um governo técnico ou a convocação de eleições gerais antecipadas.
Após a queda de Prodi, os líderes da oposição conservadora, Silvio Berlusconi e Gianfranco Fini, solicitaram agendamento de um pleito o mais rápido possível, e sem a participação de um governo técnico no processo.
Também dentro da União, a coalizão de governo que apoiava Prodi, já foram ouvidas vozes em favor da realização de eleições, como a do ministro para a Pesquisa Científica, Fabio Mussi.
Caso Napolitano opte por adiantar o pleito, o presidente terá de decidir se dissolve ambas as Câmaras ou apenas o Senado (Alta), algo que a princípio não parece favorecer nenhum partido e representa uma opção tecnicamente possível.
Na votação sobre a moção de confiança, 161 senadores se posicionaram contra o governo, 156 a favor e um se absteve.
Depois que o presidente do Senado, o democrata-cristão Franco Marini, anunciou o resultado da votação, os legisladores da oposição conservadora começaram a aplaudir e gritar, o que forçou o titular da Casa a exigir respeito.
Com Efe
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