Mundo
26/01/2008 - 06h13

China anuncia mais medidas para conter inflação em 2008

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da Efe, em Pequim

A Comissão Nacional de Reforma e Desenvolvimento da China anunciou hoje novas medidas para conter a inflação nacional, depois que em dezembro foi registrada alta anualizada de preços de 6,5%.

"O país dará um maior apoio ao setor primário este ano, aumentará a oferta de produtos agrícolas e usará recursos nos mercados nacionais e internacionais para estabilizar os preços", destacou um comunicado da Comissão, reproduzido no jornal "China Daily".

Além disso, a instituição que regula o planejamento econômico da China indicou que os preços de gasolina, gás natural, eletricidade, água, calefação e transporte público "seguirão congelados no futuro próximo".

O IPC (índice de preços ao consumidor) da China subiu 4,8% em 2007, muito acima das previsões do governo de cerca de 3%, segundo os dados publicados na quinta-feira pelo Escritório Nacional de Estatísticas.

O órgão atribuiu o forte aumento da inflação às altas de preços no setor imobiliário (4,5%) e nos alimentos (12,3%).

Dentro deste último, devem ser destacadas as altas de produtos como carne de porco (em torno de 50%), óleos para cozinha (mais de 30%), ovos (21,8%), e carne de frango (31,7%).

A inflação traz o temor da instabilidade social ao governo chinês, que lembra que a forte alta de preços nos anos 80 foi um dos fatores que gerou os protestos estudantis da Praça da Paz Celestial em 1989, embora esses adquirissem depois um viés político.

Pequim multiplicou as medidas para controlar a alta de preços, entre elas a eliminação de taxas à exportação de cereais e outros produtos agrícolas, ou ordens aos governos locais para que proíbam drásticos aumentos nos alimentos, freqüentes nesta época (véspera das festas do Ano Novo Lunar).

Medidas deste tipo só tinham sido adotadas em 1996, quando o IPC bateu recorde, chegando a 8,3%, e em 2003, quando a Sars (Síndrome Respiratória Aguda Severa) levou cidadãos chineses a comprar compulsoriamente nos mercados para armazenar alimentos em suas casas por temor de uma epidemia.

 

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