Pyongyang quer tratado de paz com Seul com participação dos EUA
da Efe, em Seul
A Coréia do Norte se mostrou hoje partidária de um tratado definitivo de paz com a Coréia do Sul que conte com a participação dos Estados Unidos, informou a agência sul-coreana "Yonhap".
"Este é o momento adequado para avançar na direção de um tratado de paz" que "diminua a tensão militar e assegure um regime de paz na Península de Coréia", indicou o periódico "Rodong Sinmun", órgão oficial do Partido dos Trabalhadores norte-coreano, pelo qual se expressa freqüentemente o regime comunista.
O veículo indicou que os "Estados Unidos deveriam avançar para um tratado de paz, assim que for possível".
Em outubro, o presidente sul-coreano, Roh Moo-hyun, e o líder norte-coreano, Kim Jong-il, concordaram em uma histórica cúpula em Pyongyang em impulsionar a "paz permanente" na Península, dividida desde o final da Guerra da Coréia, em 1953, que terminou com um armistício, mas não com um tratado de paz.
Os dois líderes se mostraram então favoráveis a um tratado de paz que deverá ser negociado com a participação de "três ou quatro" países, a princípio as duas Coréias, Estados Unidos e possivelmente China, embora não tenham sido citados expressamente.
Mas Roh deixará de ser em 25 de fevereiro o presidente sul-coreano, sendo substituído pelo conservador Lee Myung-bak, mais duro em suas posições em relação à Coréia do Norte e oposto a qualquer negociação a menos que desmantele totalmente seu arsenal nuclear.
Lee se mostrou até agora reticente em negociar com rapidez um tratado de paz para as duas Coréias.
Desde a Guerra da Coréia (1950-53), os dois países estão tecnicamente em guerra por não terem assinado mais que um armistício.
Sua separação de fato remonta ao final da Segunda Guerra Mundial (1939-45), quando foram divididas em um bloco comunista e outro capitalista, hoje em dia último reduto da Guerra Fria.
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