Questão racial será determinante nas primárias da Carolina do Sul
PACO G. PAZ
da Efe, em Washington
As primárias democratas deste sábado na Carolina do Sul são determinantes para John Edwards, que briga por seu futuro em seu estado natal, e para Barack Obama, que poderia sair dali, mesmo contra sua vontade, como o "candidato dos negros".
Já a senadora Hillary Clinton decidiu quase que ignorar este Estado, onde as pesquisas indicam que não ganhará, e deixou a tarefa de fazer campanha para seu marido, o ex-presidente Bill Clinton, em uma jogada que gerou polêmica.
| Jonathan Ernst/Reuters |
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| O democrata Barack Obama durante comício de campanha no Estado da Carolina do Sul |
A batalha de Bill Clinton contra Obama na Carolina do Sul foi tão agressiva que muitos analistas asseguraram que parecia que o ex-presidente estava buscando uma terceira reeleição.
Para alguns observadores, o casal Clinton acredita que uma eficaz estratégia na Carolina do Sul permitirá que Hillary saia ganhando, mesmo que perca as primárias.
O escritor e ex-assessor de Clinton Dick Morris indica no site RealClearPolitics.com que o casal está fazendo o possível para transformar as primárias em uma votação "racial".
Para isso, Bill Clinton, que joga com o trunfo de ter sido, segundo alguns, "o primeiro presidente negro dos Estados Unidos", em razão de algumas políticas, lembrou em todos os atos dos quais participou seu histórico de defesa dos direitos civis, em comparação com Obama, e como o voto negro pode desempenhar um papel-chave nestas eleições.
Enquanto isso, Hillary esteve fazendo campanha em Nova York, Nova Jersey e Pensilvânia, visando as primárias de 5 de fevereiro, na chamada Super Terça.
Tudo indica que Hillary vai perder nas primárias da Carolina do Sul, onde mais da metade dos eleitores democratas são negros, especialmente após ser divulgado o elevado apoio que Obama obtém entre a população afro-americana em outros estados.
| Stefan Zaklin/Efe |
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| Hillary Clinton conta com o apoio de seu marido na campanha e em ataques a Obama |
Se as previsões se cumprirem, a ex-primeira-dama conseguirá algo que está buscando há muito tempo, que é demonstrar que Obama é o candidato da minoria negra e, com isso, atrair o voto dos brancos no resto do país.
É uma maneira de fingir que busca o voto negro, quando na verdade o que quer é perdê-lo, e ganhar, em troca, o da maioria branca, segundo o especialista.
Portanto, as primárias na Carolina do Sul serão determinantes tanto para Obama como para Hillary, pois marcarão o perfil do restante da campanha eleitoral.
Mas o candidato democrata que estará mais em campanha no sábado é o senador John Edwards, que não conseguiu ganhar nenhuma primária até agora e confia pelo menos em obter um bom resultado em seu estado natal.
As pesquisas não são favoráveis a Edwards, já que outorgam a ele uma intenção de voto de 19%, muito abaixo dos 26,4% de Hillary e dos 38,2% de Obama, segundo dados do instituto Zogby.
Republicanos
Os republicanos já realizaram as primárias na Carolina do Sul, no sábado passado, com a vitória do senador John McCain. Eles agora estão concentrados na Flórida, cujas primárias serão na terça-feira.
Os cinco principais candidatos foram convocados na quinta-feira a um debate televisivo em Boca Raton (Flórida), no qual mostraram um perfil pouco agressivo, bem diferente da troca de acusações protagonizada pelos democratas em seu último encontro.
Chamou a atenção de muitos observadores o fato de que os republicanos evitaram pôr em evidência as diferenças que os separam, exatamente em um momento em que a disputa está mais aberta que nunca.
A Flórida ainda é um caso excepcional, já que os quatro têm chances no estado, especialmente o senador John McCain e o governador Mitt Romney.
Em terceiro lugar está o ex-prefeito de Nova York Rudolph Giuliani, que apostou em uma arriscada estratégia de ignorar os primeiros estados para começar a jogar suas cartas na Flórida.
Se Giuliani obtiver um péssimo resultado na Flórida, suas chances --que já não são muitas --de conseguir a candidatura presidencial republicana seriam ainda menores.
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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