Mundo
26/01/2008 - 23h54

Obama vence primária da Carolina do Sul com larga vantagem

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da Folha Online

Com 35% das urnas apuradas, o senador Barack Obama obteve 54% dos votos nas primárias do partido democrata na Carolina do Sul, onde a metade dos cidadãos que votaram era composta por negros.

Segundo os votos apurados, Obama venceu por uma grande vantagem sua principal rival, Hillary Clinton, que está em segundo com 27%. A senadora parabenizou pessoalmente o concorrente por seu triunfo, informou em comunicado.

Jonathan Ernst/Reuters
O democrata Barack Obama durante comício de campanha no Estado da Carolina do Sul
O democrata Barack Obama durante comício de campanha no Estado da Carolina do Sul

O ex-senador John Edwards ficou terceiro com 19% dos votos, segundo a apuração parcial.

A senadora, que está a caminho do Tennessee para participar amanhã em atos eleitorais, emitiu um comunicado no qual felicita o rival por sua vitória e agradece os votos recebidos.

O fato de metade dos cidadãos que foram votar ser negra, segundo as pesquisas de boca-de-urna, poderia ter ajudado o senador a vencer esta disputa, na qual houve uma grande polarização racial dos eleitores.

De fato, oito de cada dez eleitores afro-americanos que compareceram às urnas votaram em Obama, enquanto apenas dois escolheram a ex-primeira-dama dos Estados Unidos.

Desta maneira, Obama obtém sua segunda vitória nesta corrida presidencial, já que até agora só tinha vencido nos caucus [assembléia de eleitores] de Iowa, onde surpreendeu ao convencer os eleitores com sua mensagem de mudança e unidade.

Em New Hampshire e em Nevada, os outros estados nos quais os democratas realizaram primárias ou caucus, Obama ficou em segundo, atrás de Hillary.

A ex-primeira-dama já tinha antecipado sua derrota, o que lhe permitiu fazer campanha nos últimos dias em outros Estados onde tem mais chances, como Nova York, Nova Jersey e Pensilvânia, no dia 5 de fevereiro.

Nesta data, conhecida como a Super Terça, haverá votação em 22 Estados do país, estando em jogo mais da metade dos delegados que irão à Convenção Democrata no final de janeiro, na qual se proclamará oficialmente o candidato presidencial.

O resultado deste sábado representa um duro revés para Edwards, devido às expectativas que tinha de obter uma boa colocação no seu Estado de origem, e onde ganhou em 2004 frente a seu oponente, John Kerry.

A campanha na Carolina do Sul se caracterizou por uma grande tensão e agressividade verbal entre Obama e Bill Clinton, que permaneceu no Estado enquanto sua esposa participava de atos eleitorais no litoral leste do país.

Esta semana, Bill Clinton participou de uma troca de acusações com Obama sobre seu histórico da defesa dos direitos civis e seu apoio à comunidade negra.

O resultado foi uma enorme polarização racial entre os eleitores da Carolina do Sul, que acabaram apoiando de maneira decisiva o senador de Illinois.

Neste sábado, o próprio Bill Clinton subiu no palanque para reconhecer publicamente a vitória de Obama e para insistir em que sua esposa é a mais preparada para a Presidência dos Estados Unidos e para devolver a prosperidade e segurança da qual o país precisa.

Com Efe

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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