Mundo
27/01/2008 - 01h19

"Eleição não será de negros contra brancos", diz Obama

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da Efe, em Washington

O senador Barack Obama, que venceu hoje a primária eleitoral na Carolina do Sul graças ao apoio em massa dos eleitores afro-americanos, disse que estas eleições não são de "negros contra brancos", mas sim do "passado contra o futuro".

"Nestas eleições não se trata de escolher segundo a região de cada um, a religião ou o gênero. Não se trata de ricos contra pobres, jovens contra velhos, nem brancos contra negros. Trata-se [de uma batalha] do passado contra o futuro", disse publicamente.

Em sua primeira aparição pública após obter a vitória, Obama tentou, segundo os analistas políticos, amenizar a tensão racial que houve na campanha nos últimos dias, e evitar, portanto, que seja considerado "o candidato dos afro-americanos", o que poderia prejudicá-lo no resto do país.

Perante uma multidão eufórica pelo triunfo, o senador de Illinois rejeitou a idéia, "assumida por muitos, de que os afro-americanos não podem votar em um branco, ou que os brancos não podem votar em um negro, ou que os negros e os latinos não podem seguir lado a lado".

"Estive vários dias viajando pelo estado, e eu não vi uma Carolina do Sul branca e outra negra. Vi uma só Carolina do Sul", afirmou.

Mudança

Ele indicou que sua vitória de hoje, como ocorreu nos caucus [assembléia de eleitores] de Iowa, revelam que há muitas pessoas de diferentes posição e classe, religião e raça, e inclusive crença política que querem lutar pela mudança, e pediu que esses indivíduos apóiem seu projeto político.

"Esta noite, vejo aqui jovens e velhos, ricos e pobres, brancos e negros, latinos e asiáticos. Vejo também democratas e independentes, e inclusive alguns republicanos", assegurou.

"Vejo gente sedenta de mudança, que precisa de uma razão para acreditar. Vejo milhares de jovens que não tinham uma razão para participar das eleições, e que agora vão ajudar a acabar com a maneira tradicional de fazer política em Washington".

O senador democrata, que poderia se transformar no primeiro presidente negro da história dos Estados Unidos, defendeu o fim da estrutura de poder de Washington e da influência dos grupos de pressão empresariais.

Após vários dias de duros ataques por parte da campanha de Hillary Clinton, principalmente por parte de Bill Clinton, Obama se mostrou contrário àqueles políticos que "são capazes de dizer o que for e fazer o que for para ganhar eleições".

"Sim, podemos mudar tudo isto. Podemos mudar nossa nação e construir um futuro novo", acrescentou.

Com 35% dos votos apurados, Obama obtinha 54%, o dobro dos 27% da senadora Hillary Clinton e quase o triplo do ex-senador John Edwards.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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