Mundo
27/01/2008 - 22h53

Hillary diz que Bill Clinton se excedeu nas críticas a Obama

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da Folha Online

A pré-candidata democrata à Presidência dos Estados Unidos, Hillary Clinton, disse neste domingo que seu marido, o ex-presidente Bill Clinton, se excedeu um pouco em seus ataques contra seu adversário Barack Obama, e atribuiu os excessos ao amor que ele professa por ela.

"Talvez ele tenha se deixado levar um pouco, é preciso entender que isso acontece numa campanha muito disputada", afirmou Hillary, depois de ter sofrido no sábado uma expressiva derrota ante Obama nas primárias da Carolina do Sul.

Stefan Zaklin/Efe
Hillary Clinton pode se tornar 1ª mulher a ser presidente dos EUA
Hillary Clinton conta com o apoio de seu marido na campanha e em ataques a Obama

Temerosos de um retorno das divisões raciais dentro do Partido Democrata, alguns dirigentes expressaram claramente seu desagrado pelas alusões de Bill Clinton contra o senador por Illinois, por considerá-las "pouco elegantes".

Com base nos resultados das pesquisas de boca-de-urna, analistas políticos avaliaram que a estratégia do ex-presidente se voltou contra sua mulher na Carolina do Sul, pois fez com que a comunidade negra apoiasse Obama, sem dissuadir os jovens brancos a votar nele.

Quando a rede CBS perguntou a ela se seu marido "perdeu o controle", a candidata falou sobre a profundidade do compromisso que une o casal.

"Meu marido está muito comprometido comigo e com minha campanha", afirmou a senadora por Nova York. Segundo ela, os excessos de seu marido podem ser explicados pela falta de sono que acomete tanto a ela, seu marido e quem apóia sua cansativa maratona eleitoral.

Na semana passada, o ex-líder do Partido Democrata no Senado, Tom Daschle --que apóia Obama-- manifestou que os ataques de Bill Clinton "não condizem com a imagem de um ex-presidente".

"Para dizer a verdade, me surpreende que tenha adotado essa abordagem", disse Daschle.

Barack Obama, por sua vez, criticou Bill Clinton, afirmando que seu papel na campanha eleitoral é "muito problemático".

"O ex-presidente, por quem acredito que todos nós sentimos muito respeito, levou a campanha em nome de sua mulher a um nível que considero muito problemático", disse Obama ao ser entrevistado no programa "Good Morning America", da rede ABC.

"Clinton continua fazendo declarações que não estão apoiadas em fatos --sobre meu histórico de oposição à guerra no Iraque ou sobre nosso enfoque de organização em Las Vegas", disse o senador por Illinois.

Jonathan Ernst/Reuters
O democrata Barack Obama durante comício de campanha no Estado da Carolina do Sul
O democrata Barack Obama durante comício de campanha no Estado da Carolina do Sul

O senador se referia ao comentário de Clinton sobre a posição de Obama em relação ao Iraque, classificada pelo ex-presidente de "conto de fadas", e aos esforços do ex-presidente para evitar que o Partido Democrata em Nevada organizasse o caucus [assembléia de eleitores] de sábado passado nos cassinos de Las Vegas, o que os assessores de Hillary temiam que favorecesse Obama.

Antes das primárias de New Hampshire no dia 7 de janeiro, o ex-presidente rebateu a afirmação de Obama de que havia se oposto à guerra desde o início.

"Dá um tempo. Este assunto é o maior conto de fadas que já ouvi", disse Bill Clinton (1993-2001).

Ao contrário de Obama, Hillary Clinton votou no Senado dos Estados Unidos pela autorização da guerra.

"A única coisa da qual quero ter certeza é que, quando ele vier contra mim, que venha baseado em fatos e diferenças políticas, e, vocês sabem, as coisas não são simplesmente fabricadas", disse Obama.

Obama também participou do "Today Show", da NBC, onde negou que Bill Clinton o estivesse incomodando psicologicamente.

"É só isso, o ex-presidente Clinton tem divulgado uma série de informações erradas sobre mim. Então, naturalmente, devo me certificar de que elas sejam corrigidas", afirmou.

A tensão entre as duas campanhas ficou evidente na última segunda-feira em um debate democrata, quando Obama e a ex-primeira-dama se acusaram mutuamente de desonestidade e trapaça na campanha.

Com France Presse

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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