EUA condenam líder das Farc a 60 anos de prisão por seqüestros
da Folha Online
O líder guerrilheiro colombiano Ricardo Palmera, conhecido como Simón Trinidad, foi condenado nesta segunda-feira por um tribunal federal de Washington a 60 anos de prisão pelo seqüestro de três americanos.
A sentença contra o membro das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) foi ditada pelo juiz Royce Lamberth, da Corte Federal do Distrito de Columbia, que aplicou a pena solicitada pela promotoria.
Trinidad afirmou, em um discurso de quase uma hora, que o que estava ocorrendo era um "julgamento político".
| Javier Galeano/AP |
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| Ricardo Palmera, em foto de arquivo de 2004; EUA condenam colombiano líder das Farc a 60 anos de prisão por três seqüestros |
"Viva Manuel Marulanda (líder das Farc), viva as Farc, exército do povo, viva Bolívar", disse Palmera, 57.
"Simón Trinidad" havia sido extraditado da Colômbia em 31 de dezembro de 2004, e um primeiro julgamento havia sido anulado em novembro de 2006 por falta de acordo entre os jurados para determinar se era culpado ou não.
A segunda audiência havia sido adiada por duas vezes.
"Trinidad" foi considerado culpado de conspiração pelo seqüestro de três americanos que estão em poder da guerrilha há cinco anos.
Os três americanos fazem parte de um grupo de 45 reféns que as Farc pretendem trocar por 500 rebeldes presos.
Os reféns -- Thomas Howes, Marc Gonsalves e Keith Stansell -- foram capturados quando realizavam missões contra as drogas na Colômbia. O avião em que eles estavam foi derrubado pelas Farc em 13 de fevereiro de 2003.
Os Estados Unidos solicitaram e conseguiram a extradição de Ricardo Palmera para poder julgá-lo não apenas pelo seqüestro dos americanos, mas também por narcotráfico, pelo qual ainda não foi julgado.
Com France Presse
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