Mundo
31/01/2008 - 13h59

Schwarzenegger deve apoiar McCain nos EUA; disputa se estreita

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da Folha Online

O governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, deve anunciar nesta quinta-feira o apoio a John McCain na disputa pela candidatura republicana nas eleições presidenciais dos EUA.

O apoio deve fortalecer o senador pelo Arizona, que já ganhou vantagem sobre Mitt Romney depois de vencer na Flórida. A vitória valeu 57 delegados para a Convenção Nacional Republicana, colocando-o à frente na disputa pela maioria de delegados.

A Califórnia faz parte da votação da chamada Superterça, no próximo dia 5, quando mais de 20 Estados americanos votam em seus pré-candidatos. Os votos do Estado representam 15% do total de delegados necessários para se obter a nomeação republicana.

Mais de 1.000 delegados republicanos estão em jogo nas primárias em 21 Estados. Um total de 1.191 delegados são necessários para garantir a nomeação republicana.

Para os democratas --que realizam primárias em 22 Estados-- 1.681 delegados estão em jogo. Um total de 2.025 delegados são necessários para garantir a indicação em agosto.

O ex-prefeito de Nova York Rudolph Giuliani, que deixou a corrida nesta quarta-feira, também anunciou seu apoio a McCain, chamando-o de um "herói americano".

O ex-governador de Massachussets planeja enfrentar McCain por meio de anúncios televisivos na Califórnia e em outros Estados, de acordo com informações de assessores.

Ele tenta ganhar força após perder duas vezes para McCain --na Carolina do Sul e na Flórida.

Debate

Em um debate televisionado na noite de ontem na Califórnia, McCain e Romney questionaram um ao outro a respeito das credenciais conservadoras e da habilidade para presidir o país.

Romney acusou McCain de usar "truques sujos" na disputa ao sugerir que o ex-governador do Massachusetts estabeleceria um prazo para a saída das tropas americanas do Iraque.

"Eu nunca apoiei um cronograma específico para a retirada", disse Romney, acrescentando que tal sugestão seria um "truque sujo que [o ex-presidente americano] Ronald Reagan (1981-1989) consideraria repreensível".

McCain rebateu as críticas, dizendo que "está claro que [Romney] quer um cronograma".

Em abril do ano passado, Romney afirmou que líderes americanos e iraquianos manteriam "uma série de cronogramas que eram discutidos em particular".

Já Romney tentou retratar McCain --cuja popularidade é grande entre políticos independentes-- como uma figura com perfil que não se enquadra entre os conservadores.

Democratas

Entre os democratas-- que também debateram ontem em Los Angeles-- a saída de Edwards torna a campanha uma disputa ainda mais acirrada entre Obama e Hillary.

A senadora por Nova York obteve uma ampla vitória simbólica na Flórida.

Ao anunciar sua saída em um discurso em Nova Orleans, Edwards afirmou que é hora de "se afastar e deixar a história tomar seu rumo" em uma disputa entre "uma mulher e um negro".

Se eleita, Hillary será a primeira mulher a ocupar a Presidência dos EUA. Já Obama é o primeiro negro da história do país a ter chances reais de chegar à Casa Branca.

O ex-senador pela Carolina do Norte desistiu da corrida após perder as prévias em quatro Estados.

Um total de 40% dos partidários de Edwards dizem apoiar Hillary, enquanto 25% apóiam Obama, de acordo com uma pesquisa realizada pela Associated Press no mês passado.

A saída de Edwards garante a Obama mais seis delegados --deixando-o com um total de 187-- e quatro para Hillary --deixando-a com 253.

Um total de 2.025 delegados são necessários para garantir a nomeação democrata.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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