Mundo
01/02/2008 - 10h00

Ataque contra embaixada de Israel fere cinco na Mauritânia

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da Efe, em Nuakchott

Ao menos cinco pessoas ficaram feridas em um ataque cometido na madrugada desta sexta-feira contra a Embaixada de Israel em Nuakchott, disseram fontes da segurança.

O ataque contra a representação diplomática israelense ocorreu quando seis homens armados, que chegaram em um veículo que teriam estacionado em uma discoteca próxima, começaram a atirar.

Os guardas de segurança da embaixada israelense reagiram ao ataque dos homens, que gritaram "Alá é grande" e depois fugiram em um veículo.

Uma mulher de nacionalidade francesa também teria ficado ferida no ataque.

Fontes da segurança mauritana afirmaram que outro veículo que pode ter sido usado no ato foi abandonado na região, que permanece isolada pela polícia.

O ataque contra a representação israelense, que, por enquanto não foi reivindicado por nenhum grupo, ocorre depois que vários partidos políticos mauritanos expressaram seu desejo de que a Mauritânia interrompa suas relações diplomáticas com Israel.

Há varios meses, ameaças terroristas colocaram a Mauritânia em uma situação difícil quanto à segurança interna, que foi o argumento alegado para a recente suspensão do Rali Dacar, já que várias etapas da corrida passariam por território mauritano.

O governo da Mauritânia lamentou essa decisão dos organizadores da prova esportiva, e afirmou que os últimos assassinatos registrados em seu território foram "casos isolados".

Ataque

Os organizadores lembraram o atentado que causou a morte de quatro franceses em 24 de dezembro do ano passado, atribuído ao grupo Al Qaeda no Magrebe Islâmico, e "as ameaças diretas contra a corrida" como motivos para a suspensão.

Depois, as autoridades francesas desaconselharam que seus cidadãos visitassem a Mauritânia, por causa do atentado.

Além do assassinato dos cidadãos franceses, a Mauritânia registrou novamente, em 27 de dezembro, outro ataque que aumentou a preocupação devido à suposta atividade de membros relacionados a movimentos radicais islâmicos.

Três militares morreram nesse dia no norte do país depois que os integrantes de dois carros que pararam para identificar abriram fogo contra eles.

Em outubro do ano passado, cinco supostos membros da organização Al Qaeda no Magrebe Islâmico foram detidos pelas autoridades mauritanas, acusados de formar uma rede de compra de explosivos "que podem servir para cometer atos terroristas em toda a região do norte da África", disseram na época as autoridades.

 

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