Obama e Hillary fazem debate sob olhares de famosos nos EUA
da Folha Online
Em último debate antes da Superterça, que ocorre no próximo dia 5 --quando mais de 20 Estados irão escolher seus candidatos-- os democratas Hillary Clinton e Barack Obama discutiram questões como o Iraque, a saúde e a economia sob olhares de famosos.
Diferentemente de debates anteriores --quando os dois rivais trocaram acusações a respeito de propostas em várias áreas-- ambos preferiram, desta vez, manter o tom de cordialidade.
| Mary Ann Chastain/AP |
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| Hillary Clinton escuta Barack Obama; clima em debate visto por famosos foi de cordialidade às vésperas da Superterça |
Entre as celebridades presentes estavam Diane Keaton, Jason Alexander, Pierce Brosnan, Rob Reiner, Stevie Wonder, Kate Capshaw, Steven Spielberg e Leonardo DiCaprio.
Durante o debate, os dois democratas foram questionados a respeito da formação de uma chapa Clinton-Obama, ou Obama-Clinton. No entanto, ambos evitaram dar uma resposta definitiva. "Ainda há muito chão pela frente", disse apenas Obama. Hillary concordou.
Hillary afirmou ainda que os candidatos republicanos são "mais do mesmo" e, gesticulando em direção a Obama, afirmou: "Nós mudaremos o país", afirmou a senadora por Nova York.
Se eleita, Hillary será a primeira mulher a ocupar a Presidência dos EUA. Já Obama é o primeiro negro da história do país com chances reais de chegar à Casa Branca.
Na terça-feira (5), mais 20 de Estados --entre eles alguns dos mais povoados e importantes do país, como Califórnia, Nova York e Nova Jersey-- realizam suas eleições primárias. Por causa da grande quantidade de delegados envolvidos, o dia é conhecido como a Superterça.
Mais de 1.000 delegados republicanos estão em jogo nas primárias em 21 Estados. Um total de 1.191 delegados são necessários para garantir a nomeação republicana.
Para os democratas --que realizam primárias em 22 Estados-- 1.681 delegados estão em jogo. Um total de 2.025 delegados são necessários para garantir a indicação em agosto.
Iraque
A respeito do Iraque, Obama afirmou que seria o mais apto para dar fim ao conflito, porque se opôs à guerra desde o início. Segundo ele, o voto de Clinton a favor do início da guerra dificultaria os esforços da senadora por Nova York para dar um fim ao conflito.
| Chris Carlson/AP |
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| O diretor Steven Spielberg e a atriz Diane Keaton em debate entre Obama e Hillary; celebridades marcaram presença no debate |
"Acredito que seja muito mais fácil argumentar quando se pode dizer: 'Eu sempre pensei que fosse uma má idéia, que era uma estratégia errada'", disse o senador por Illinois.
Clinton defendeu seu voto a favor do conflito, dizendo que havia sido informada inicialmente pela Casa Branca de que a guerra visaria deter um programa de produção de armas em massa do ex-ditador iraquiano Saddam Hussein. "Eu acreditei que precisávamos inspecionar [o programa de armas], por isso votei para que o presidente [George W. Bush] fizesse isso, para que pudessem fazer seu trabalho, checar o que era verdade e o que não era", disse.
Tanto Obama quanto Clinton disseram ser favoráveis ao fim da Guerra no Iraque.
Saúde e imigração
A maior desavença entre os dois parece estar na área da saúde. A ex-primeira-dama pretende instaurar um plano de seguro médico para toda a população americana, enquanto Obama propõe um programa para pessoas que não têm seguro fornecido por sua empresa ou empregador, e para os que não podem ter acesso aos fornecidos pelo governo.
| Chris Carlson/AP |
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| O ator Leonardo DiCaprio aplaude durante debate dos democratas Hillary e Obama |
Sobre a imigração, o pré-candidato democrata afirmou no debate que é importante reconhecer que os "problemas que os trabalhadores estão enfrentando não são causados" pela mão-de-obra que chegou de outros países. "Se regularmos nosso sistema migratório, acredito que não teremos este problema de trabalhadores imigrantes ilegais no país", disse.
Hillary também falou sobre regular o sistema imigratório. "Quando a Câmara de Representantes aprovou o mal-intencionado texto que dizia que seria como cometer um crime oferecer qualquer ajuda a um imigrante ilegal ou a alguém que estivesse aqui ilegalmente, me levantei e disse que isso transformaria até Jesus Cristo em um criminoso", afirmou.
Gastos
Obama arrecadou para sua campanha eleitoral US$ 32 milhões (cerca de R$ 56,9 milhões) em janeiro, segundo dados divulgados nesta quinta-feira por sua equipe de campanha.
Uma nova série de anúncios televisivos em espanhol para a campanha de Obama será exibida a partir desta quinta nos Estados da Califórnia e do Arizona.
O valor arrecadado por Obama em apenas um mês permitirá ao senador por Illinois divulgar anúncios publicitários não só nos 22 Estados que votam em cinco de fevereiro na Superterça, mas também em outros nos quais as votações ocorrem depois.
Já Clinton arrecadou US$ 26,8 milhões de outubro a dezembro de 2007, o período mais recente que ela divulgou.
Republicanos
Do lado republicano, John McCain obteve nesta quinta-feira o apoio do governador da Califórinia, Arnold Schwarzenegger. Ele assumiu a liderança depois da vitória desta semana na Flórida. O ex-prefeito de Nova York Rudolph Giuliani deixou a corrida para apoiar McCain.
| Kevork Djansezian/AP |
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| O ator Pierce Brosnan escuta Hillary durante debate; celebridades compareceram |
O principal rival de McCain, o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney, prometeu, no entanto, disputar agressivamente a nomeação republicana.
McCain conta com o apoio de Schwarzenegger na Califórnia e de Giuliani em Nova York para ajudá-lo a vencer nos dois principais Estados onde ocorre a Superterça.
Juntos, os dois Estados garantem 271 delegados --mais de um quarto dos 1.023 que estão em jogo para os republicanos na terça-feira.
Romney planejava minar a campanha de McCain por meio de um número significativo de anúncios televisivos na Califórnia e em outros Estados.
Assessores de McCain dizem que ele também prepara um grande volume de comerciais.
Com Associated Press
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Especial






Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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