Mundo
02/02/2008 - 02h07

Jornal "Los Angeles Times" anuncia apoio a Obama e McCain

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da Efe, em Los Angeles

O jornal "Los Angeles Times" anunciou nesta sexta-feira em um editorial seu apoio ao democrata Barack Obama e ao republicano John McCain na corrida para as candidaturas às eleições presidenciais dos Estados Unidos, uma decisão que rompe o silêncio de 36 anos do diário no momento de assumir uma postura eleitoral.

O "LA Times", o segundo maior jornal metropolitano nos EUA, anunciará publicamente seu apoio aos dois pré-candidatos na edição do próximo domingo, segundo informou em sua página oficial.

Além disso, a publicação explicou porque decidiu respaldar estes dois pré-candidatos.

"Obama é um chefe exemplar que evita as disputas internas típicas de uma campanha e atrai os americanos, cansados há muito tempo da política de divisão e destruição", indicou.

O diário afirmou que "apóia energicamente" Obama e admite que o respaldo a McCain não é tão categórico, devido a desavenças em critérios relevantes como a Guerra do Iraque, os direitos dos homossexuais e o aborto.

No entanto, aplaudiu o senador pelo Arizona e herói de Guerra do Vietnã por seus pontos de vista sobre a reforma migratória, sua oposição ao uso da tortura em Guantánamo e suas perspectivas sobre as relações exteriores.

"Apesar de (McCain) não nos agradar sempre, ele pelo menos é sincero", disse o "LA Times". "(McCain) É o único entre os candidatos republicanos que fecharia o centro de detenção de Guantánamo, transformado em um símbolo internacional da arrogância americana", acrescentou.

"São posições que deveriam impressionar os eleitores do país; de fato, parte do apoio a McCain e Obama como candidatos acontece por sua aproximação ao centro", assegurou no editorial.

O "LA Times" afirmou também que Hillary Clinton é uma "servidora do Estado experimentada", e a acusou de "fracassar no momento de provar seu bom julgamento e capacidade de dirigir, ao votar pela Guerra do Iraque e acusar depois o presidente George W. Bush de abusar da autoridade que ela o ajudou a obter".

Este apoio a McCain e Obama chega quatro dias antes da realização, no dia 5 de fevereiro, da "superterça", quando 22 estados americanos, incluindo a Califórnia, votarão em seus pré-candidatos preferidos.

A última vez que o "LA Times" apoiou um candidato aconteceu na campanha de reeleição de Richard Nixon em 1972, uma decisão da qual se arrependeu depois seu editor de então, Otis Chandler, em função do caso Watergate.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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