Mundo
02/02/2008 - 14h11

Candidatos gastam US$ 20 mi em anúncios para Superterça nos EUA

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da Folha Online

A poucos dias da Superterça --as principais prévias na corrida pela candidatura à Presidência dos Estados Unidos-- os pré-candidatos democratas e republicanos podem bater recorde nos gastos em propaganda --em sua maioria anúncios de TV-- para a votação.

Na terça-feira (5), mais de 20 Estados --entre eles alguns dos mais povoados e importantes do país, como Califórnia, Nova York e Nova Jersey-- realizam suas eleições primárias. Por causa da grande quantidade de delegados envolvidos, o dia é conhecido como a Superterça.

M. Spencer Green/Brian Snyder /AP/Reuters
Barack Obama e Hillary Clinton, os dois favoritos entre os democratas na corrida pela indicação à cancidatura de 2008
Barack Obama e Hillary Clinton, os dois favoritos entre os democratas na corrida pela indicação à candidatura de 2008

Um total de 1.009 delegados republicanos estão em jogo nas primárias em 21 Estados. Ao menos 1.191 delegados são necessários para garantir a nomeação republicana.

Para os democratas --que realizam primárias em 22 Estados-- 1.681 delegados estão em jogo. Um total de 2.025 delegados são necessários para garantir a indicação em agosto.

Os gastos em propaganda política nos Estados que votarão na Superterça podem chegar a US$ 20 milhões [R$ 34 milhões], segundo o Grupo de Análise de Anúncios de Campanha. "Esse número é recorde devido à enormidade da disputa na terça", disse Evan Tracey, do CMAG, à rede americana CNN. "Nunca houve mais de 20 Estados votando no mesmo dia".

A maior parte dos gastos em anúncios para a Superterça--quase 90%-- vem sendo feita pelos dois líderes na disputa democrata pela indicação à candidatura presidencial: o senador por Illinois Barack Obama e a senadora por Nova York Hillary Clinton.

Obama arrecadou para sua campanha eleitoral US$ 32 milhões (cerca de R$ 56,9 milhões) em janeiro, segundo dados divulgados nesta quinta-feira por sua equipe de campanha.

Uma nova série de anúncios televisivos em espanhol para a campanha de Obama deveria ser exibida a partir da quinta-feira (31) nos Estados da Califórnia e do Arizona.

Com bastante verbas de campanha, Obama gastou US$ 4 milhões em anúncios televisivos na semana passada, a maior parte voltada para o principal Estado da Superterça, a Califórnia.

Em uma das propagandas, aparecem imagens do ex-presidente americano John F. Kennedy e de sua filha, Caroline Kennedy, que anunciou seu apoio a Obama nesta semana. O tio de Caroline, o senador por Massachusetts Edward Kennedy, também apóia Obama.

Já Hillary arrecadou US$ 26,8 milhões de outubro a dezembro de 2007, o período mais recente que ela divulgou. Ela enfatiza a questão econômica em seus anúncios na TV.

A senadora também dá destaque à sua experiência na política nacional.

Republicanos

Já os pré-candidatos republicanos trabalham com menos dinheiro em caixa, e por isso gastam menos em anúncios na TV. No final de dezembro, o ex-governador por Massachusetts Mitt Romney tinha apenas US$ 2,5 milhões em caixa. Seu rival, o senador pelo Arizona John McCain, tinha US$ 3 milhões, de acordo com a Comissão Eleitoral Federal.

AP/Reuters
Republicanos John McCain (à esq.) e Mitt Romney, os líderes da disputa republicana
Republicanos John McCain (à esq.) e Mitt Romney, os líderes da disputa pela nomeação republicana à candidatura presidencial

McCain tornou-se líder na disputa após vencer as primárias na Flórida na terça-feira (29).

A Superterça pode ser determinante para as chances de Romney disputar com McCain a indicação republicana.

Na quinta-feira (31), a campanha de McCain comprou um espaço publicitário que colocará o senador no ar em propagandas veiculadas em mais de 20 Estados antes da Superterça.

O anúncio deve ser veiculado em todos os Estados da Superterça, com exceção de Utah.

Também na quinta, a campanha de Romney anunciou a compra de espaço publicitário na Califórnia e em outros Estados da Superterça. A compra é estimada em US$ 2 milhões.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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