Mundo
03/02/2008 - 03h33

Farc anunciam intenção de libertar mais três reféns

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da Efe, em Bogotá
com Folha Online

Atualizado às 4h45

As Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) anunciaram que libertarão os ex-congressistas colombianos Gloria Polanco de Lozada, Luis Eladio Pérez e Orlando Beltrán, que fazem parte do grupo de reféns passíveis de troca que estão em poder da guerrilha.

A entrega seria feita na Colômbia e perante o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, a senadora colombiana Piedad Córdoba "ou por intermédio de seus delegados e em território colombiano", indica um comunicado assinado pelo Secretariado do Estado-Maior Central das Farc, recebido pela emissora de televisão Notícias "Uno".

O anúncio não especifica a data da anunciada libertação e também não menciona se a Cruz Vermelha Internacional participaria da operação.

O comunicado, datado de 31 de janeiro de 2008, informa que, para garantir "o sucesso desta gestão e prevenindo os riscos que a cercarão", a guerrilha organizará os mecanismos necessários com tempo suficiente, ressaltando ainda que trabalhará "sem pressa nem descanso".

O documento, que contém seis pontos, acrescenta que a ação é conseqüência direta de Chávez e de outros governos de países amigos, na busca de soluções políticas para "a crise humanitária e ao conflito que dilacera a Colômbia e que afeta todo o continente".

As Farc reiteram que o acordo humanitário é a "única forma de conseguir a liberdade de todos os prisioneiros de guerra", e qualificam de "infame e humilhante" a "ingerência do Governo dos Estados Unidos" nos assuntos internos colombianos.

Diferentemente de outras vezes, nesta ocasião os rebeldes não pedem a desmilitarização dos municípios colombianos de Pradera e Florida, no Valle del Cauca (sudoeste), para iniciar o diálogo sobre o acordo humanitário.

Seqüestrados

As Farc querem trocar 44 reféns por cerca de 500 rebeldes presos. Porém, exigem que o Estado desmilitarize dois municípios do departamento de Valle del Cauca (sudoeste), condição que o Executivo não aceita.

Entre os seqüestrados, encontra-se a ex-candidata à Presidência Ingrid Betancourt, detida desde 2002. Em 10 de janeiro deste ano, as Farc libertaram a advogada Clara Rojas e a ex-deputada Consuelo González de Perdomo, que estavam em poder da guerrilha desde fevereiro de 2002 e setembro de 2001, respectivamente.

Na última semana, o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, afirmou que seu governo fará todos os esforços para libertar as 44 pessoas seqüestradas pelas Farc, mas advertiu que essa meta vai ser alcançada em afetar a segurança de 43 milhões de habitantes do país.

O ministro da Defesa colombiano, Juan Manuel Santos, por sua vez, afirmou que as Farc perderam metade de seus integrantes e têm atualmente entre 6.000 e 8.000 combatentes.

 

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