Mundo
03/02/2008 - 10h01

Hillary e Obama aparecem empatados em pesquisa; McCain lidera

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da Folha Online

A apenas dois dias da Superterça, os pré-candidatos democratas Barack Obama e Hillary Clinton aparecem em disputa acirrada na Califórnia, em Nova Jersey e no Missouri, de acordo com pesquisa divulgada pelo instituto Reuters/C-SPAN/Zogby neste domingo.

Na terça-feira (5), mais de 20 Estados --entre eles alguns dos mais importantes do país, como Califórnia, Nova York e Nova Jersey-- realizam eleições primárias. Por causa da grande quantidade de delegados envolvidos, o dia é conhecido como a Superterça.

Um total de 1.009 delegados republicanos estão em jogo nas primárias em 21 Estados. Ao menos 1.191 delegados são necessários para garantir a nomeação republicana.

M. Spencer Green/Brian Snyder /AP/Reuters
Barack Obama e Hillary Clinton, os dois favoritos entre os democratas na corrida pela indicação à candidatura democrata de 2008
Barack Obama e Hillary Clinton, os dois favoritos entre os democratas na corrida pela indicação à candidatura democrata

Para os democratas --que realizam primárias em 22 Estados-- 1.681 delegados estão em jogo. Um total de 2.025 delegados são necessários para garantir a indicação em agosto.

Na Califórnia, Obama está à frente de Hillary com 45% contra 41%, com margem de erro de 2,9 pontos percentuais para cima ou para baixo. Em Nova Jersey e no Missouri, a pesquisa mostra Hillary apenas um ponto à frente de Obama, o que é considerado empate técnico.

Nas duas pesquisas, a margem de erro é de 3,4 pontos percentuais para cima ou para baixo

"Aparentemente, haverá uma disputa bem apertada entre Obama e Hillary", disse o diretor do instituto de pesquisas, John Zogby. "Seja como for, eu estou certo de que a diferença entre os dois será muito pequena para que a corrida seja resolvida na terça-feira", acrescentou ele.

Senador por Illinois, Obama -- que seria o primeiro presidente negro da história dos EUA-- possui vantagem de 20 pontos sobre Hillary na Geórgia, devido ao apoio dos eleitores negros.

Ambos obtiveram duas vitórias nas quatro votações democratas já realizadas. Hillary --que é ex-primeira-dama e senadora por Nova York, e seria a primeira mulher presidente dos EUA -- venceu em New Hampshire e em nevada. Já Obama ganhou em Iowa e na Carolina do Sul.

De acordo com as pesquisas, Hillary lidera entre as mulheres, os hispânicos e os eleitores mais velhos. Já Obama conta com o apoio dos negros e dos eleitores mais jovens.

"Eles estão muito próximos entre os demais subgrupos. É uma disputa apertada, em todos os sentidos", acrescentou Zogby.

Devido à proximidade, é improvável que Obama ou Hillary consigam garantir a indicação democrata na terça-feira, e a disputa deve se estender até março, ou até por mais tempo.

Republicanos

Do lado republicano, John McCain aparece na liderança e a regra de WTA [winner-take-all], que prevê que o candidato vencedor ganha todos os delegados daquele Estado, pode permitir que o senador por Arizona garanta a nomeação na terça-feira, derrotando Mitt Romney.

AP/Reuters
Republicanos John McCain (à esq.) e Mitt Romney, os líderes da disputa republicana
Republicanos John McCain (à esq.) e Mitt Romney, os líderes da disputa pela nomeação republicana à candidatura presidencial

Nas pesquisas, McCain aparece à frente de Romney em Nova York com 49% contra 23%.

Em Nova Jersey, ele também possui ampla vantagem, com 54% contra 23%.

No Missouri, McCain mantém a liderança nas pesquisas. Ele aparece em primeiro lugar com 36%, à frente do ex-governador do Arkansas Mike Huckabee, que tem 27%.

Romney aparece em terceiro lugar nas pesquisas, com 22% das intenções de voto.

As margens de erro em Nova York e no Missouri são de 3,3 pontos percentuais.

Em Nova Jersey, a margem de erro é de 3,4 pontos percentuais.

Na Califórnia, Romney aparece à frente de McCain com 37% contra 34%. A margem de erro é de 2,9%.

"A Califórnia pode ser a última chance de Romney", diz Zogby. "Se ele vencer, não apenas o jogo mudará, como os republicanos que se opõem a McCain passarão a ter esperança de que Romney possa vencê-lo", explica.

Com Associated Press

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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