Mundo
03/02/2008 - 14h40

Empatados, Obama e Hillary fazem campanha às vésperas da Superterça

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da Folha Online

A dois dias da Superterça --as principais das prévias nos Estados Unidos--, e empatados nas pesquisas, os dois principais pré-candidatos democratas à Presidência dos EUA, Hillary Clinton e Barack Obama, fazem campanha em vários Estados neste domingo.

Na terça-feira (5), mais de 20 Estados --entre eles alguns dos mais importantes do país, como Califórnia, Nova York e Nova Jersey-- realizam eleições primárias. Por causa da grande quantidade de delegados envolvidos, o dia é conhecido como a Superterça.

Whitney Curtis/AP
O pré-candidato Barack Obama durante campanha em St.Louis; pesquisas apontam empate
Barack Obama durante ato de campanha; pesquisas apontam empate entre democratas

Hillary, que é ex-primeira dama e senadora por Nova York, começou o dia assistindo a uma missa em St. Louis, e deveria fazer campanha no Missouri e em Minnesota. Seu rival Obama esteve em Minneapolis neste sábado, onde falou para mais de 20 mil pessoas.

Obama planeja passar a noite deste domingo em sua casa em Chicago assistindo à decisão do Super Bowl, o campeonato americano de futebol, após realizar campanha em Delaware.

Os dois democratas tentam, às vésperas da votação, angariar votos na Califórnia --que é considerada "o grande prêmio" da Superterça, onde 370 delegados estão em jogo.

Hillary ressaltou as questões econômicas em debate com eleitores em um bairro trabalhador de Inglewood, na Califórnia. Em Los Angeles, ela abordou a questão da saúde em uma passeata que contou com a presença do astro do basquete Earvin "Magic" Johnson.

Obama esteve neste sábado em Idaho, onde os caucus irão definir apenas 18 delegados. Em seu discurso, ele pediu a uma audiência de 10 mil pessoas que "ignorem" os rumores publicados na internet de que seria muçulmano, e afirmou que sua religião é a cristã.

Para os democratas --que realizam primárias em 22 Estados-- 1.681 delegados estão em jogo. Um total de 2.025 delegados são necessários para garantir a indicação em agosto.

Na Califórnia, Obama está à frente de Hillary com 45% contra 41%, com margem de erro de 2,9 pontos percentuais para cima ou para baixo. Em Nova Jersey e no Missouri, a pesquisa mostra Hillary apenas um ponto à frente de Obama, o que é considerado empate técnico.

Nas duas pesquisas, a margem de erro é de 3,4 pontos percentuais para cima ou para baixo

Disputa acirrada

Obama e Hillary aparecem em disputa acirrada na Califórnia, em Nova Jersey e no Missouri, de acordo com a pesquisa divulgada pelo instituto Reuters/C-SPAN/Zogby neste domingo.

Elise Amendola/AP
A candidata democrata Hillary Clinton durante ato no Novo México neste sábado
A pré-candidata democrata Hillary Clinton durante ato no Novo México neste sábado

"Aparentemente, haverá uma disputa bem apertada entre Obama e Hillary', disse o diretor do instituto de pesquisas, John Zogby. 'Seja como for, eu estou certo de que a diferença entre os dois será muito pequena para que a corrida seja resolvida na terça-feira", acrescentou ele.

Senador por Illinois, Obama -- que seria o primeiro presidente negro da história dos EUA-- possui vantagem de 20 pontos sobre Hillary na Geórgia, devido ao apoio dos eleitores negros.

Ambos obtiveram duas vitórias nas quatro votações democratas já realizadas. Hillary --que é ex-primeira-dama e senadora por Nova York, e seria a primeira mulher presidente dos EUA -- venceu em New Hampshire e em nevada. Já Obama ganhou em Iowa e na Carolina do Sul.

De acordo com as pesquisas, Hillary lidera entre as mulheres, os hispânicos e os eleitores mais velhos. Já Obama conta com o apoio dos negros e dos eleitores mais jovens.

"Eles estão muito próximos entre os demais subgrupos. É uma disputa apertada, em todos os sentidos", acrescentou Zogby.

Devido à proximidade, é improvável que Obama ou Hillary consigam garantir a indicação democrata na terça-feira, e a disputa deve se estender até março, ou até por mais tempo.

Republicanos

Do lado republicano, John McCain aparece na liderança e a regra de WTA [winner-takes-all], que prevê que o candidato vencedor contabiliza todos os delegados daquele Estado, pode permitir que o senador por Arizona garanta a nomeação na terça-feira, derrotando Mitt Romney.

McCain assumiu a liderança sobre Romney depois de vencer na Flórida, que resultou na desistência do ex-prefeito de Nova York Rudolph Giuliani, que agora apóia McCain.

"Eu acredito que conseguirei a indicação do partido na terça", disse McCain aos repórteres.

Romney, que é ex-governador de Massachusetts, venceu as eleições primárias do Partido Republicano realizadas neste sábado no Estado do Maine (nordeste dos Estados Unidos).

Embora os resultados do Maine não sejam muito importantes quantitativamente no processo eleitoral nacional, estes representam um impulso simbólico para o candidato. Após a apuração de 40,8% dos votos, Romney obteve 52,5%, seguido por John McCain (21,6%), Ron Paul (18,5%) e Mike Huckabee (5,1%), informou o Partido Republicano.

Um total de 1.009 delegados republicanos estão em jogo nas primárias em 21 Estados. Ao menos 1.191 delegados são necessários para garantir a nomeação republicana.

Com Associated Press

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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