Mundo
03/02/2008 - 23h40

Mulher de Schwarzenegger, sobrinha de J.F Kennedy, apóia Obama

da Folha Online

Maria Shriver, mulher do governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, e da família Kennedy, declarou neste domingo seu apoio ao pré-candidato democrata Barack Obama, dias depois de seu marido respaldar o republicano John McCain.

"Quanto mais penso (...) mais acredito que se Obama fosse um Estado, seria a Califórnia", disse Shriver em um evento de campanha da Universidade da Califórnia.

"Quero dizer, pensem nele: diferente, aberto, preparado, independente, contra a corrente, inovador, inspirador, sonhador, líder", afirmou a sobrinha do ex-presidente John F. Kennedy, uma das principais dinastias políticas dos EUA.

O marido de Shriver, o governador da Califórnia e ex-ator, Arnold Schwarzenegger, declarou na quinta-feira seu apoio ao pré-candidato republicano à Presidência John McCain. A prévia da Califórnia será realizada nesta terça-feira.

Superterça

A dois dias da Superterça --as principais das prévias nos Estados Unidos--, e empatados nas pesquisas, os dois principais pré-candidatos democratas à Presidência dos EUA, Hillary Clinton e Barack Obama, fazem campanha em vários Estados neste domingo.

Na terça-feira (5), mais de 20 Estados --entre eles alguns dos mais importantes do país, como Califórnia, Nova York e Nova Jersey-- realizam eleições primárias. Por causa da grande quantidade de delegados envolvidos, o dia é conhecido como a Superterça.

Hillary, que é ex-primeira dama e senadora por Nova York, começou o dia assistindo a uma missa em St. Louis, e deveria fazer campanha no Missouri e em Minnesota. Seu rival Obama esteve em Minneapolis neste sábado, onde falou para mais de 20 mil pessoas.

Obama planeja passar a noite deste domingo em sua casa em Chicago assistindo à decisão do Super Bowl, o campeonato americano de futebol, após realizar campanha em Delaware.

Os dois democratas tentam, às vésperas da votação, angariar votos na Califórnia --que é considerada "o grande prêmio" da Superterça, onde 370 delegados estão em jogo.

Hillary ressaltou as questões econômicas em debate com eleitores em um bairro trabalhador de Inglewood, na Califórnia. Em Los Angeles, ela abordou a questão da saúde em uma passeata que contou com a presença do astro do basquete Earvin "Magic" Johnson.

Obama esteve neste sábado em Idaho, onde os caucus irão definir apenas 18 delegados. Em seu discurso, ele pediu a uma audiência de 10 mil pessoas que 'ignorem' os rumores publicados na internet de que seria muçulmano, e afirmou que sua religião é a cristã.

Para os democratas --que realizam primárias em 22 Estados-- 1.681 delegados estão em jogo. Um total de 2.025 delegados são necessários para garantir a indicação em agosto.

Na Califórnia, Obama está à frente de Hillary com 45% contra 41%, com margem de erro de 2,9 pontos percentuais para cima ou para baixo. Em Nova Jersey e no Missouri, a pesquisa mostra Hillary apenas um ponto à frente de Obama, o que é considerado empate técnico.

Nas duas pesquisas, a margem de erro é de 3,4 pontos percentuais para cima ou para baixo.

Com Efe e Associated Press

Comentários dos leitores
Eduardo Velasco (155) 06/09/2008 09h37
Eduardo Velasco (155) 06/09/2008 09h37
Não estou nem aí se o Luiz entende ou diferencia uma coisa da outra. Mas a resposta do outro realmente aponta para uma tremenda falta de lógica argumentativa.
Vejam, a premissa foi: Autodeterminação dos povos [que o Luiz não tratou do assunto, mas que o missivista rapidinho resolver ler "dentro" do texto do outro. Realmente está na CF/88: Art. 4º, III, CF/88 a tal da 'autodeterminação', mas não passa de zurrada constitucional eqüina].
Depois, uma outra premissa menor que não guarda nenhuma relação com a maior [anterior], e a conclusão ilógica [espúria]: "Por isso os Republicanos...".
Assim fica fácil: eu junto abóbora com melancia e digo que as duas são a mesma coisa porque o colorido interno de ambas são semelhantes!
Tertulia Flacida ad Bovinum Adormentare
(conversa pra boi dormir!)
Eduardo Velasco
Natal/RN
sem opinião
avalie fechar
Luiz Castro (17) 05/09/2008 23h04
Luiz Castro (17) 05/09/2008 23h04
Se por um lado úma vitória republicana trás tudo que estamos vendo com Bush e mais um pouco, uma vitória democrata não é sinal de que a vida vai ser melhor abaixo do rio grande. Se vão acabar com a guerra, também vão aumentar o protecionísmo com relação ao comércio, ou seja, querem vender tudo pra todo mundo mas não querem comprar nada, e quem for competitivo como os brasileiros produtores de camarão que aguardem mais subsídios para os produtores americanos. Os filhos de tio sam dão muito valor a quem não se curva a eles, que os enfrenta, quem não abaixa a cabeça. Convivendo nesse país por alguns anos vejo como eles agem. Hoje em dia a moda é se ter um filho adotado no Vietnan, se casar com orientais, principalmente mulheres oriundas dessas regiões onde os americanos foram postos pra correr. Nesse momento os soldados se envolvem com as iraquianas, trazem para a américa e muitos se convertem ao islamismo. Se é dor na conciência não sabemos, mas com certeza em alguns anos a integração entre estes países será muito maior que com os latinos, que dizem amém a tudo vindo do norte. A nossa região com todo seu potêncial energético e riquezas de toda ordem tem nas mãos a chave para abrir o caminho do progresso, o que precisamos é levantar a cabeça e olhar o primeiro mundo nos olhos, sem medo e dispostos a morrer por nosso país. A força americana reside no prazer de servir à pátria, mesmo que por causas injustas como o Iraque. Nosso chão merece esse sacrifício. sem opinião
avalie fechar
Leon Diniz Diniz (17) 05/09/2008 17h28
Leon Diniz Diniz (17) 05/09/2008 17h28
Quero congratular-me com LUIZ CASTRO E CÉLIO RODRIGUES, pela importância dos seus texto nesta tribuna. Agradeço também a IGMAR TRINDADE pela oportunidade que dá à estudiosos como eu de buscar um pouco mais de conhecimento. Igmar aproveitei a sugestão que fez a outra pessoa nesta tribuna para que entrasse no GOOGLE ZEITGEIST Também entrei, confesso que fiquei impressionado com as informações alí contidas. Obrigado de coração pela oportunidade.
Sr. Mac Cain copiar não é feio desde que se de o crédito a fonte. Mundança, até onde sei é mote de campanha do Senador Obama. O lema "ir para Wasghiton para refomar o país" também é de Obama. Por favor ponha a criatividade para funcionar e traga algo novo para deleite dos seus apoiadores. A América já teve um filho imitando o pai na presidência, e olha no que deu: A nação além de cair no atoleiro econômico, tem hoje boa parte do mundo odiando os EUA e sua máquina de fabricar guerras.
Enquanto Obama elogia o passado de Mac Cain. o general agride Obama com palavras impróprias e ao mesmo tempo tenta copia-lo sonhando alcançar a popularidade do Senador democrata. É por isso que o povo americano está mais simpático ao democrata que é original, do que à qualquer genérico de ocasião.
3 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (1624)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca