Mundo
04/02/2008 - 02h14

Venezuela inicia ações para resgatar reféns das Farc

Publicidade

da Folha Online

O governo da Venezuela anunciou neste domingo o início imediato de libertação de três reféns das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). No anúncio, o governo disse que começará os "contatos e ações" para recuperar de "forma segura" os reféns da guerrilha.

"Sob o comando do presidente Hugo Chávez nosso governo adiantará, a partir de agora, os contatos e as ações necessárias para concretizar em condições seguras essa nova vitória da liberdade e a esperança de paz", informou o porta-voz da Presidência venezuelana, Jesse Chacón.

As Farc anunciaram no sábado (02) a libertação unilateral dos ex-parlamentares colombianos Gloria Polanco, Luis Eladio Pérez e Orlando Beltrán em território colombiano.

A entrega seria feita na Colômbia, perante o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e da senadora colombiana Piedad Córdoba "ou por intermédio de seus delegados e em território colombiano", segundo comunicado assinado pelo Secretariado do Estado-Maior Central das Farc, recebido pela emissora de televisão Notícias Uno.

O anúncio não especifica a data da anunciada libertação e também não menciona se a Cruz Vermelha Internacional participaria da operação.

O comunicado, datado de 31 de janeiro de 2008, informa que, para garantir "o sucesso desta gestão e prevenindo os riscos que a cercarão", a guerrilha organizará os mecanismos necessários com tempo suficiente, ressaltando ainda que trabalhará "sem pressa nem descanso".

O documento, que contém seis pontos, acrescenta que a ação é conseqüência direta de Chávez e de outros governos de países amigos, na busca de soluções políticas para "a crise humanitária e ao conflito que dilacera a Colômbia e que afeta todo o continente".

As Farc afirmam que o acordo humanitário é a "única forma de conseguir a liberdade de todos os prisioneiros de guerra", e qualificam de "infame e humilhante" a "ingerência do Governo dos Estados Unidos" nos assuntos internos colombianos.

Diferentemente de outras vezes, nesta ocasião os rebeldes não pedem a desmilitarização dos municípios colombianos de Pradera e Florida, no Valle del Cauca (sudoeste), para iniciar o diálogo sobre o acordo humanitário.

Mais esforços

As Farc dizem querer trocar 44 reféns por cerca de 500 rebeldes presos. Porém, haviam exigido anteriormente que o Estado desmilitarizasse os dois municípios do departamento de Valle del Cauca (sudoeste), condição que o Executivo não aceitou.

Entre os seqüestrados, encontra-se a ex-candidata à Presidência Ingrid Betancourt, detida desde 2002. Em 10 de janeiro deste ano, as Farc libertaram a advogada Clara Rojas e a ex-deputada Consuelo González de Perdomo, que estavam em poder da guerrilha desde fevereiro de 2002 e setembro de 2001, respectivamente.

O ministro da Defesa colombiano, Juan Manuel Santos, afirmou que as Farc perderam metade de seus integrantes e têm atualmente entre 6.000 e 8.000 combatentes.

Na última semana, o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, afirmou que seu governo fará todos os esforços para libertar as 44 pessoas seqüestradas pelas Farc, mas advertiu que essa meta será alcançada sem afetar a segurança dos 43 milhões de habitantes do país.

Com Efe e Associated Press

 

FolhaShop

Digite produto
ou marca