Milhares se manifestam em todo o mundo contra a guerrilha das Farc
da Folha Online
Milhares de pessoas participaram nesta segunda-feira de manifestações em Londres, Paris, Madri, Caracas e em mais de cem cidades de todo o mundo contra a guerrilha das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), somando-se à jornada de protestos que aconteceu na Colômbia.
Em todos os protestos foi lido um documento exigindo "a libertação de todos os reféns", o "fim dos ataques violentos", do uso "do narcotráfico" por parte das Farc e que "não sejam recrutadas crianças".
| John Jairo Bonilla/Efe |
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| Colombianos realizam protesto contra as Farc na cidade de Medellín nesta segunda-feira |
Uma das manifestações mais numerosas aconteceu em Londres, com mais de 3.000 pessoas em Trafalgar Square com a mensagem "Stop the Farc".
Em Paris, 200 pessoas estiveram na praça de Chatelet com cartazes com os dizeres "Não às Farc" e de críticas à "violência dos paramilitares e do Estado colombiano".
Nos EUA, cerca de mil pessoas se manifestaram contra a guerrilha em Washington. Muitos dos participantes do protesto, durante o qual o hino nacional colombiano chegou a ser cantado, vestiam camisas brancas com a mensagem "Liberdade".
Nos Estados Unidos, também foram realizados protestos em Nova York, Los Angeles, San Francisco, Miami, Orlando, Atlanta e Chicago.
Em Madri, 500 pessoas foram à Plaza Mayor e outras 400 se reuniram nas ruas de Roma também para se manifestar contra a guerrilha colombiana.
"Liberdade, liberdade, não mais Farc, não mais seqüestros", diziam as milhares de pessoas nas ruas de 40 cidades colombianas, que ficaram praticamente paralisadas por volta do meio-dia. Os protestos simultâneos foram planejados e organizados por um grupo de jovens que divulgou a iniciativa pela internet --e que pediu para que o ato não fosse associado a nenhuma organização política.
"Sinto pena dos familiares que têm seqüestrados apodrecendo cruelmente na selva (...), e quero que todas as nações do mundo se dêem conta que as Farc não são a Colômbia", declarou à agência France Presse Myriam Forero, funcionária aposentada do poder Judiciário que participou de uma das manifestações em Bogotá.
Na capital colombiana, as marchas saíram diversos pontos às 10h locais (13h em Brasília) em direção à praça Bolívar, no centro histórico da cidade, ocupada por milhares de pessoas com camisetas brancas.
Grandes manifestações também foram organizadas em Cali, Medellín, Barranquilla e em todas as principais cidades colombianas.
Na praça Bolívar, em Bogotá, foram colocadas lado a lado mais de 700 cadeiras vazias, representando os seqüestrados em poder das FARC.
| Nestor Ponce/Efe |
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| Manifestação contra a guerrilha colombiana nesta segunda-feira em Toronto, no Canadá |
A advogada Clara Rojas, libertada pela guerrilha no dia 10 de janeiro junto com a ex-congressista Consuelo González, participou de uma das marchas. González, por sua vez, classificou as manifestações simultâneas como "um ato histórico".
Emocionada, Rojas pediu às Farc que "escutem esta mensagem que a Colômbia está enviando, é todo o povo que pede que por favor escutem e reflitam".
O presidente venezuelano Hugo Chávez e a senadora colombiana Piedad Córdoba, que desde novembro atuam como mediadores de uma eventual troca de reféns por guerrilheiros presos, também foram alvo de protesto dos manifestantes, que levavam cartazes e e gritavam slogans contra a dupla.
Na cidade colombiana de Valledupar (norte), o presidente Alvaro Uribe agradeceu a participação em massa nos protestos.
"Estamos fazendo chegar nossa voz de gratidão aos colombianos residentes em tantos países do mundo que hoje se uniram conosco nesta jornada contra o seqüestro e contra o crime", declarou.
As marchas começaram no domingo em cidades da Austrália e do Japão, e ao longo do dia foram acontecendo em vários países da Europa e da América.
Com France Presse
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Especial




As Farc, são compostas por sequestradores e traficantes, que sequer são classificados assim pela imprensa marrom controlada pelos petralhas.
Esses bandidos, que tentam derrubar o governo democraticamente eleito da colombia, são inacreditavelmente tratados pelo governo brasileiro como "revolucionários"...
Então, sem dúvida as Farc tem muito para agradecer a alguns "brasileiros"...
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Inegavelmente o citado país não pode ser apontado como um exemplo de bem estar sócio-econômico e muito menos o regime político com que se possa sonhar quando se pensa em Democracia. Por outro lado, não se pode ignorar que seus Governantes conseguiram indiscutíveis avanços na área educacional, saneamento básico e medicina preventiva (não estou fazendo apologia de Cuba mas tão somente reconhecendo resultados que indicadores sócio-econômicos identificam). Basta comparar IDH, percentual de analfabetismo e IDH com outros países da África e América Latina, por exemplo, que possuem população e PIB semelhantes e em tese, constituem-se em regimes democráticos (há controvérsias) mas sem dúvida, e que optaram pelo Capitalismo.
Em suma, como frequentemente ocorre, na natureza e na Política a avaliação mais justa tende ao centro em detrimento de posições extremadas (demonizar ou insensar costuma induzir a equívocos de igual magnitude).
Não é demais reconhecer que mesmo a crítica das estratégias e políticas implantadas fica prejudicada na medida em que esse país foi sim muito prejudicado pelo embargo norte-americano (imagine o que seria da China - cujo regime até onde se sabe é tão ou mais totalitário quanto o cubano - não pudesse comercializar com o maior Mercado mundial...
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