Mundo
04/02/2008 - 22h27

Milhares se manifestam em todo o mundo contra a guerrilha das Farc

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da Folha Online

Milhares de pessoas participaram nesta segunda-feira de manifestações em Londres, Paris, Madri, Caracas e em mais de cem cidades de todo o mundo contra a guerrilha das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), somando-se à jornada de protestos que aconteceu na Colômbia.

Em todos os protestos foi lido um documento exigindo "a libertação de todos os reféns", o "fim dos ataques violentos", do uso "do narcotráfico" por parte das Farc e que "não sejam recrutadas crianças".

John Jairo Bonilla/Efe
Colombianos realizam protesto contra as Farc na cidade de Medellín nesta segunda-feira
Colombianos realizam protesto contra as Farc na cidade de Medellín nesta segunda-feira

Uma das manifestações mais numerosas aconteceu em Londres, com mais de 3.000 pessoas em Trafalgar Square com a mensagem "Stop the Farc".

Em Paris, 200 pessoas estiveram na praça de Chatelet com cartazes com os dizeres "Não às Farc" e de críticas à "violência dos paramilitares e do Estado colombiano".

Nos EUA, cerca de mil pessoas se manifestaram contra a guerrilha em Washington. Muitos dos participantes do protesto, durante o qual o hino nacional colombiano chegou a ser cantado, vestiam camisas brancas com a mensagem "Liberdade".

Nos Estados Unidos, também foram realizados protestos em Nova York, Los Angeles, San Francisco, Miami, Orlando, Atlanta e Chicago.

Em Madri, 500 pessoas foram à Plaza Mayor e outras 400 se reuniram nas ruas de Roma também para se manifestar contra a guerrilha colombiana.

"Liberdade, liberdade, não mais Farc, não mais seqüestros", diziam as milhares de pessoas nas ruas de 40 cidades colombianas, que ficaram praticamente paralisadas por volta do meio-dia. Os protestos simultâneos foram planejados e organizados por um grupo de jovens que divulgou a iniciativa pela internet --e que pediu para que o ato não fosse associado a nenhuma organização política.

"Sinto pena dos familiares que têm seqüestrados apodrecendo cruelmente na selva (...), e quero que todas as nações do mundo se dêem conta que as Farc não são a Colômbia", declarou à agência France Presse Myriam Forero, funcionária aposentada do poder Judiciário que participou de uma das manifestações em Bogotá.

Na capital colombiana, as marchas saíram diversos pontos às 10h locais (13h em Brasília) em direção à praça Bolívar, no centro histórico da cidade, ocupada por milhares de pessoas com camisetas brancas.

Grandes manifestações também foram organizadas em Cali, Medellín, Barranquilla e em todas as principais cidades colombianas.

Na praça Bolívar, em Bogotá, foram colocadas lado a lado mais de 700 cadeiras vazias, representando os seqüestrados em poder das FARC.

Nestor Ponce/Efe
Manifestação contra a guerrilha colombiana nesta segunda-feira em Toronto, no Canadá
Manifestação contra a guerrilha colombiana nesta segunda-feira em Toronto, no Canadá

A advogada Clara Rojas, libertada pela guerrilha no dia 10 de janeiro junto com a ex-congressista Consuelo González, participou de uma das marchas. González, por sua vez, classificou as manifestações simultâneas como "um ato histórico".

Emocionada, Rojas pediu às Farc que "escutem esta mensagem que a Colômbia está enviando, é todo o povo que pede que por favor escutem e reflitam".

O presidente venezuelano Hugo Chávez e a senadora colombiana Piedad Córdoba, que desde novembro atuam como mediadores de uma eventual troca de reféns por guerrilheiros presos, também foram alvo de protesto dos manifestantes, que levavam cartazes e e gritavam slogans contra a dupla.

Na cidade colombiana de Valledupar (norte), o presidente Alvaro Uribe agradeceu a participação em massa nos protestos.

"Estamos fazendo chegar nossa voz de gratidão aos colombianos residentes em tantos países do mundo que hoje se uniram conosco nesta jornada contra o seqüestro e contra o crime", declarou.

As marchas começaram no domingo em cidades da Austrália e do Japão, e ao longo do dia foram acontecendo em vários países da Europa e da América.

Com France Presse

Comentários dos leitores
Jean Piaget (37) 23/12/2009 13h02
Jean Piaget (37) 23/12/2009 13h02
Essa é a barbárie que excita o Sr. Marco Aurélio Top Top Garcia lá no Planalto. Ele gosta de ver sangue em nome de uma revolução comunista que escravize o povão em torno de um estado onipotente. Está escrito nas sagradas escrituras que "Quem com ferro fere, com ferro será ferido".
Esse senhor SABE o mau que faz ao Brasil com essa ideologia pervertida. Cruz Credo!
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ernani sefton campos (177) 23/12/2009 11h49
ernani sefton campos (177) 23/12/2009 11h49
O presidente da Colombia, deve aproveitar a "boa vontade" dos americanos em instalar as bases militares no país, e os US$ que trazem.
Deve limpar o país, das FARC, pois, por trás delas deve estar o presidente da Venezuela.
Se mantivermos confinado o Chaves, em seu país, a America poderá ter PAZ.
O " home " é expansionista e guerreiro.Se não o contermos,incendiará os vizinhos.Tem petróleo, logo recursos não lhe faltam, nem faltarão.
Há o risco de termos outros Fidel e Zelaya, por aí ...
Olho VIVO........
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José Vitor (74) 23/12/2009 10h39
José Vitor (74) 23/12/2009 10h39
*** Uribe promete derrotar "terroristas" das Farc após morte de governador ***
Uai, mas o Uribe não tinha acabando com as FARC ???
Pelo jeito, as fanfarronadas do narco-presidente estão começando a fazer água.
Adivinhem o que ele vai fazer agora: dar um jeito de envolver o Chávez na história! Esperem e verão...
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