Viúvo de Bhutto divulga testamento que o nomeia seu sucessor
da Efe, em Lahore
O viúvo da ex-primeira-ministra paquistanesa Benazir Bhutto, Asif Ali Zardari, tornou público nesta terça-feira o testamento no qual sua mulher o nomeia como seu sucessor à frente do PPP (Partido Popular do Paquistão).
O documento, de uma página, foi redigido em 16 de outubro de 2007, dois dias antes de Bhutto voltar ao Paquistão após oito anos e meio de exílio.
No texto, a então líder do PPP se dirige à cúpula do partido para pedir que o marido ocupe provisoriamente a liderança 'até que se decida o que for melhor'.
Bhutto também diz que tinha tomado a decisão '"porque ele [Zardari] é um homem de coragem e honra".
"Passou 11 anos e meio sem se dobrar, apesar da tortura, e tem capacidade política para manter nosso partido unido", indica o testamento, que se refere aos anos que Zardari ficou preso no Paquistão enquanto ela estava no exílio.
Após desejar "sucesso no cumprimento dos princípios do partido e no serviço ao oprimido e discriminado povo do Paquistão" aos membros do PPP, Bhutto pediu que eles se dedicassem a "libertar a população da pobreza e do atraso".
A líder da legenda morreu em um atentado após um comício eleitoral na cidade de Rawalpindi, no nordeste do Paquistão.
Após o assassinato da ex-primeira-ministra, Zardari anunciou que Bhutto tinha deixado um testamento político por escrito, mas disse que não pensava em publicá-lo.
O PPP anunciou três dias após a morte de Bhutto que ela tinha designado seu marido como sucessor, mas que ele havia cedido o posto para o filho mais velho do casal, Bilawal, de 19 anos.
Zardari assumiu o cargo de vice-presidente e comandará o PPP até que Bilawal possa assumir plenamente as funções de presidente, quando terminar os estudos na Universidade de Oxford, no Reino Unido.
O PPP está em campanha para as eleições legislativas de 18 de fevereiro.
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