Mundo
06/02/2008 - 17h24

Após Superterça, Hillary e Obama se voltam para disputa em Maryland e Virgínia

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da Folha Online

As campanhas de Barack Obama e Hillary Clinton, os dois pré-candidatos à nomeação para a candidatura pelo Partido Democrata à Presidência dos EUA, já ensaiam os próximos passos. Os alvos mais visados agora são os Estados de Virgínia, Maryland e o distrito de Columbia, na próxima terça-feira (12).

A expectativa de cada um dos rivais democratas também é de que as votações no próximo sábado (9) garantam uma dianteira mais expressiva --ambos chegaram ao fim da Superterça (a maior votação simultânea da história das prévias para a Presidência dos Estados Unidos) em situação ainda indefinida; ainda que Obama tenha obtido vitória em mais Estados, Hillary venceu em Estados-chave, como Califórnia, Nova York e Nova Jersey.

Arte Folha Online/AP
Número de delegados dos pré-candidatos
Número de delegados dos pré-candidatos

No sábado, em Washington, os democratas irão realizar um "caucus" a partir de 13h30 (19h30 em Brasília) para a escolha de 78 delegados, em regime proporcional; na Louisiana, os democratas realizarão uma primária, aberta a eleitores independentes, que deve terminar às 20h (2h de domingo), com 56 delegados em jogo.

Em Nebraska, os democratas realizarão um "caucus" entre 9h (13h em Brasília) e 19h (23h em Brasília), com 24 delegados em jogo, a serem distribuídos proporcionalmente; e no Maine, serão realizados "caucus" entre 13h (16h em Brasília) e 19h (22h em Brasília), para escolher 24 delegados.

Segundo analistas, Obama tem uma margem de vantagem nas votações do sábado; já a campanha de Hillary tem as atenções voltadas para o Estado do Texas --que, como Ohio, realizará sua primária no dia 4 de março. Também está no foco da campanha da senadora por Nova York a primária a ser realizada na Pensilvânia, em 22 de abril.

Hillary já conta com 845 delegados, enquanto Obama tem 765, do total de 2.025 necessários para obter a indicação para a candidatura na convenção do partido, em agosto.

Antes da Superterça, os democratas já haviam realizado primárias em Iowa, New Hampshire, Michigan, Nevada, Carolina do Sul e Flórida. Esses Estados juntos somaram 174 delegados --Flórida e Michigan, no entanto, perderam o direito a escolher seus delegados, por terem realizado as primárias sem a autorização do Comitê Nacional Democrata (Michigan perdeu, assim, 156 delegados; na eleição de 2004, a Flórida havia eleito 177 delegados).

Até a Superterça, Hillary havia vencido quatro das seis prévias até então realizadas. Obama venceu as outras duas disputas, e ambas garantiram 63 delegados ao pré-candidato (que é senador por Illinois).

Ontem foram realizadas primárias (eleição em nível estadual onde os eleitores escolhem um candidato do seu partido) ou "caucus" (assembléia de membros de um partido que se reúnem para escolher um candidato) em outros 24 Estados americanos. Para os democratas estavam em disputa ontem 1.681 delegados, em 16 primárias e sete "caucus"; para os republicanos a disputa era por 1.020 delegados em 15 primárias e seis "caucus".

Os delegados escolhidos ontem ainda não foram distribuídos (como a contagem de votos ainda não foi finalizada, esses números ainda irão mudar).

A Califórnia é considerado o "grande prêmio" para os pré-candidatos dos dois partidos, não só pelo grande número de delegados em jogo, mas também pelo papel que o Estado tem na vida política e cultural do país --o que leva os analistas a considerarem a vitória na Califórnia como chave.

Mas o número de delegados concedido a cada candidato na prévia do Estado é proporcional ao número de votos recebidos na disputa. Portanto, as vitórias obtidas ali são parciais.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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