Premiê deposto e acusado de corrupção voltará em maio à Tailândia
da Efe, em Bancoc
O primeiro-ministro deposto da Tailândia, Thaksin Shinawatra, exilado no Reino Unido, voltará a seu país em maio, apesar ter recebido várias acusações formais de corrupção, indicaram hoje fontes governamentais.
"Ele definitivamente voltará em maio e sua equipe legal fixará a data exata", declarou o novo ministro de Relações Exteriores e ex-advogado do premiê deposto, Noppadom Pattana.
Shinawatra --multimilionário e um dos maiores acionistas do clube inglês de futebol Manchester City-- vive em Londres desde que em setembro de 2006 foi afastado do poder mediante um golpe de Estado perpetrado pelos chefes militares.
A esposa do ex-primeiro-ministro, Pojaman, envolvida em um caso de corrupção relacionado com a compra de terrenos estatais, encontra-se na Tailândia desde o final do ano passado.
Em seu último comparecimento ao tribunal de Justiça, Pojaman indicou que Shinawatra deve retornar em maio à Tailândia.
Pattana faz parte do grupo de assessores de Shinawatra que foram incorporados ao Executivo pelo novo primeiro-ministro, Samak Sundaravej, um polêmico político ultradireitista e chefe do Partido do Poder do Povo (PPP), vencedor das eleições legislativas do dezembro.
O ministro do Interior, Chalerm Yubanrung, disse que "chegou o momento" de Shinawatra retornar à Tailândia.
A Corte Suprema dissolveu no ano passado o partido criado por Shinawatra, o Thai Rak Thai, por fraude eleitoral, e desabilitou o deposto primeiro-ministro e outros 110 aliados para sua participação na política durante cinco anos.
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