Mundo
09/02/2008 - 08h02

Hillary e Obama voltam a se enfrentar em novas prévias neste sábado

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da Folha Online

Com o número de pré-candidatos à Casa Branca cada vez menor, a disputa entre os democratas Hillary Clinton e Barack Obama continua acirrada nas prévias das eleições presidenciais nos Estados Unidos. Bem mais tranqüila é a posição do republicano John McCain, que, após a saída de Mitt Romney, tem como oponente de peso apenas o ex-governador do Arkansas Mike Huckabee.

Hillary e Obama realizam neste sábado e no domingo mais uma etapa do duro páreo democrata, quando os dois voltam a se enfrentar nas primárias de Louisiana e nos "caucus" [assembléias de eleitores] de Nebraska, Washington e Maine.

No sábado, em Washington, os democratas irão realizar um "caucus" a partir de 13h30 (19h30 em Brasília) para a escolha de 78 delegados, em regime proporcional.

Na Louisiana, a disputa democrata será uma primária, aberta a eleitores independentes, que deve terminar às 20h (2h de domingo), com 56 delegados em jogo.

Em Nebraska, os democratas realizarão um "caucus" entre 9h (13h em Brasília) e 19h (23h em Brasília), com 24 delegados em jogo, a serem distribuídos proporcionalmente. No domingo, no Maine, serão realizados "caucus" entre 13h (16h em Brasília) e 19h (22h em Brasília), para escolher 24 delegados.

Obama X Hillary

Segundo analistas, Obama tem uma margem de vantagem nas votações do sábado. Já Hillary voltou suas atenções para o Estado do Texas --que, como Ohio, realizará sua primária no dia 4 de março.

Também está no foco da campanha da senadora por Nova York a primária a ser realizada na Pensilvânia em 22 de abril. "Ele [Obama] obterá bons resultados em Louisiana e no Estado de Washington", disse à agência de notícias Efe Erwin Hargrove, cientista político da Universidade de Vanderbilt (Tennessee).

Uma das bases para tal opinião é a grande porcentagem de afro-americanos em Louisiana, grupo populacional que vem favorecendo o senador por Illinois ao longo do processo eleitoral --cerca de 80% dos eleitores negros têm votado em Obama.

Além disso, o Estado de Washington, sede da Microsoft, se destaca por ser um dos pólos tecnológicos do país e abriga um grande número de americanos de alto poder aquisitivo e nível educacional, o que também favorece o senador negro.

A situação em Nebraska, no entanto, parece menos definida. Mas, até agora, Obama se saiu melhor que Hillary nos Estados onde foram realizados "caucus".

Até o momento, Hillary conta com 1033 delegados, e Obama, com 937, segundo projeções da CNN.

No entanto, apesar da aparente vantagem de Obama nas prévias deste sábado, os Estados cruciais daqui até o fim das primárias e "caucus", em junho, são Ohio e Texas, que, por serem maiores, enviarão mais delegados para a convenção de agosto.

Hillary é vista por analistas como a favorita em ambos os Estados, que realizarão primárias em 4 de março e podem ajudá-la a conseguir os 2.025 delegados necessários para sua nomeação democrata.

Republicanos

Entre os republicanos --que neste sábado realizam "caucus" no Kansas e em Lousiana e primárias em Washington-- é quase certo que, depois da desistência do ex-governador de Massachusetts Mitt Romney, McCain será o escolhido para disputar a Presidência, apesar de Huckabee e de o legislador pelo Texas Ron Paul continuarem na briga.

Por conta disso, o debate no partido agora gira em torno de outras questões, como quem será o companheiro de chapa de McCain ou qual candidato democrata seria mais fácil derrotar.

A resistência da ala mais conservadora do Partido Republicano à candidatura do senador --visto por muitos como "liberal demais" em algumas questões-- faz alguns analistas cogitarem Huckabee, o mais votado entre a direita religiosa, como o vice da plataforma de McCain.

Hargrove põe em dúvida essa escolha, já que, para vencer seu adversário democrata em novembro, o melhor para McCain seria atrair eleitores independentes e democratas moderados, algo em que Huckabee não o ajudaria.

Hillary x McCain

A discussão sobre qual seria o melhor oponente democrata de McCain nas eleições também gera diferenças de opinião.

Um número considerável de analistas acha que Hillary --uma figura muito polarizadora e preocupa os conservadores-- daria mais chances a McCain.

Segundo essa teoria, a ex-primeira-dama faria a direita se unir e se mobilizar em prol do candidato republicano. Mas Conrad Fink, ex-vice-presidente da agência de notícias Associated Press (AP) e professor de jornalismo da Universidade da Geórgia, discorda.

Para Fink, Hillary é "polêmica" e tem um pesado fardo político como mulher do ex-presidente Bill Clinton (1993-2001). "Mas em um confronto com McCain, é a que tem mais experiência naquelas áreas nas quais McCain também é forte, como em política externa e nos corredores do poder da capital americana", disse ele à Efe.

Com Agências internacionais

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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