Mundo
09/02/2008 - 12h12

Hillary e Obama fazem duelo bilionário pela indicação democrata

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JO BIDDLE
da France Presse

Hillary Clinton e Barack Obama disputam entre si com determinação para conquistar a indicação democrata para as eleições presidenciais, mas seu duelo também tem a ver com os fundos de campanha, que fazem desta disputa pela Casa Branca a mais cara da história dos Estados Unidos.

Com as consultas eleitorais deste sábado, os dois adversários democratas, que não conseguiram desempatar na Superterça, incentivam seus partidários a esvaziar suas carteiras.

No lado republicano, o senador John McCain praticamente assegurou a indicação de seu partido depois da saída da disputa, na quinta-feira (7), de seu principal adversário, Mitt Romney --o que aumenta a pressão sobre os democratas para que se unam em torno de um candidato.

Hillary e Obama correm atrás da arrecadação de fundos para tomar a frente nessa disputa interna.

Barack Obama anunciou nesta semana a arrecadação de US$ 7 milhões desde a Superterça (5), enquanto que a ex-primeira-dama declarou a entrada de US$ 7,5 milhões desde 1º de fevereiro.

Mas a equipe de campanha da candidata admitiu que "um problema temporário de liquidez" impediu Hillary de se alinhar com a equipe de Obama em questões de publicidade em certos Estados onde transcorrerão as próximas consultas, que poderão ter um papel-chave na batalha entre ambos.

Outro sinal das preocupações financeiras da senadora por Nova York: na quarta-feira (6) ela anunciou ter retirado US$ 5 milhões de suas contas pessoais para financiar sua campanha, já pensando nas primárias nos ricos Estados em delegados do Texas (sul) e Ohio (norte), em março.

"Emprestei esse dinheiro porque creio firmemente nesta campanha, tivemos um mês muito bom em arrecadações em janeiro, batemos todos os recordes, mas meu adversário conseguiu arrecadar mais dinheiro", declarou a senadora.

A equipe de campanha de Obama classificou este gesto de "espetacular e de claro reconhecimento ao fato de que nossa campanha está ganhando".

Segundo o site RealClearPolitics, Hillary Clinton estava nesta sexta-feira (8) levemente na frente em número de delegados, com 1.077 contra 1.005 para Obama. São necessários 2.025 delegados para obter a indicação do partido.

Com mais de 400 delegados em jogo durante as próximas sete consultas, os dois inundam os eleitores com propaganda.

O dinheiro é a chave do financiamento da publicidade. A equipe de Obama teria pago US$ 250.000 para difundir uma propaganda durante a final do Superbowl, o campeonato de futebol americano que é extremamente popular.

A corrida para a Casa Branca de 2008 já é mais cara da história americana. Antes mesmo do início das prévias, os candidatos já haviam arrecadado e gasto mais dinheiro que durante sete das últimas oito eleições presidenciais, segundo a organização independente Center for Responsive Politics.

"Sabíamos desde o início que esta eleição seria a mais cara, mas ver que a temporada anterior às primárias custou sozinha mais que uma eleição inteira é extraordinário", comentou Sheila Krumholz, diretora desse centro.

Hillary superou Obama em 2007 em arrecadação de fundos, acumulando US$ 118 milhões frente aos US$ 103 milhões do senador por Illinois.

Segundo o centro, os pré-candidatos arrecadaram US$ 1 bilhão em 2008, uma novidade em termos de eleição presidencial.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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