Mundo
10/02/2008 - 09h24

Com apoio de negros e ricos, Obama vence primeiro round após a Superterça

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TERESA BOUZA
da Efe, em Washington

O senador por Illinois Barack Obama ganhou neste sábado (9) a queda-de-braço com Hillary Clinton nas votações em Nebraska, Louisiana, no Estado de Washington e nas Ilhas Virgens em sua melhor noite desde o começo da campanha pela candidatura presidencial democrata.

No lado republicano, John McCain perdeu nos "caucus" do Kansas e nas primárias da Louisiana para o ex-governador de Arkansas Mike Huckabee. Seu único triunfo foi, por estreita margem, no Estado de Washington, mas ainda assim ele se mantém com ampla vantagem em relação a Huckabee.

O senador pelo Arizona já conta com mais da metade dos 1.191 delegados que precisa para conseguir a candidatura. Huckabee tem menos de 300 delegados.

Entenda o processo eleitoral americano

Obama, após sua grande noite, declarou: "Ganhamos no norte, no sul e no centro".

O senador por Illinois se coloca como o candidato da mudança após sete anos de governo George W. Bush, que ele classifica como desastrosos.

Empate

A vitória desta noite não rompe o empate virtual entre os dois rivais democratas.

Para conseguir a indicação democrata, o pré-candidato precisa de pelo menos 2.025 dos 4.049 delegados que estarão na convenção democrata de Denver (Colorado), de 25 a 28 agosto.

Apoio

Na Louisiana, Obama teve o apoio da elevada porcentagem de afro-americanos no Estado. Este grupo favorece o homem que quer ser o primeiro presidente negro dos Estados Unidos.

No Estado de Washington, oeste do país, se beneficiou do apoio dos moradores com alto poder aquisitivo, um segmento que também se inclina pelo senador.

E em Nebraska viu recompensado seu investimento de tempo e recursos, que foi reforçado pelo apoio do senador democrata Ben Nelson.

Nas Ilhas Virgens, o senador democrata obteve aproximadamente 90% dos votos.

Próximas votações

Os dois pré-candidatos democratas travam hoje uma nova batalha no Maine, seguida das primárias de Maryland, Virgínia e do distrito de Columbia nesta terça-feira (12) e do pleito do Havaí e Wisconsin no dia 19.

Hillary, segundo as previsões, deve ganhar no Maine, onde recebeu o respaldo do governador, John Balducci. Já as primárias desta terça podem voltar a dar vitória a Obama.

A senadora centrou grande parte de seus esforços em Estados maiores, como Texas, Ohio e Pensilvânia, que vão às urnas em março e abril e que enviarão cerca de 600 delegados à convenção do partido de agosto.

Texas é um Estado com muitos latinos, um grupo que se inclina pela senadora por Nova York como ficou claro nas primárias da Superterça (5), quando Hillary conseguiu cerca de 70% do voto hispânico.

Grupos

Além de sua vantagem com os hispânicos, a ex-primeira-dama tem vantagem também entre as mulheres e os eleitores de menor poder aquisitivo.

Obama conta, além do respaldo dos afro-americanos e dos setores mais endinheirados, com os jovens e setores com maior educação.

A habilidade de um e outro para mobilizar em massa esses grupos pode ser determinante nesta incerta corrida --não está descartada a possibilidade de que o mistério se prolongue até a convenção do partido, em agosto.

Indefinição

A última palavra pode ser dos 796 superdelegados democratas --membros do partido que votam na convenção nacional sem terem sido escolhidos nas prévias.

Howard Dean, presidente do Comitê Nacional Democrata, tentou diminuir a força desses vaticínios nesta semana ao assegurar que o partido dará a conhecer o seu candidato esta primavera, embora isso implique algum tipo de acordo entre Hillary e Obama.

Mas com os dois rivais em disputa dispostos a trabalhar muito na tentativa, fica difícil imaginar que algum jogue voluntariamente a toalha.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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