Mundo
10/02/2008 - 10h25

Continua a indefinição no Partido Democrata após primárias deste sábado

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MARÍA LUISA AZPIAZU
da Efe, em Washington

Mais uma jornada eleitoral e tudo continua igual entre os democratas. O insistente empate entre Hillary Clinton e Barack Obama começa a enervar o Partido Democrata --que, cada vez sob mais pressão, quer definir seu candidato à Presidência dos Estados Unidos.

Obama foi o vencedor democrata da noite deste sábado (9) --ganhou em todos os Estados, Nebraska, Louisiana e Washington, e na consulta nas Ilhas Virgens--, mas dividirá proporcionalmente com Hillary os 158 delegados democratas em jogo.

Tudo indica que as pretensões de conseguir definir o candidato democrata o mais rápido possível, já manifestadas pelo presidente do partido, Howard Dean, terão que esperar.

"Acho que teremos um candidato para metade de março ou em abril", disse Dean, sem esconder o temor diante da possibilidade de que isso não aconteça assim, porque, disse, "não podemos enfrentar" uma convenção aberta.

Enquanto isso, Mike Huckabee, o vencedor republicano do sábado no Kansas e na Louisiana, levou os 56 delegados destes Estados.

Superdelegados

Se as primárias que restam para os democratas --entre elas várias consideradas "chaves", como as da próxima terça-feira (12) em Maryland, Virgínia e em Washington DC e depois em Estados fortes, como Texas, Ohio e Pensilvânia-- continuarem dividindo delegados entre os dois pré-candidatos, o futuro pode ser sombrio.

Nesse caso, os analistas apontam a possibilidade de que os superdelegados --796 membros do partido que votam na convenção nacional sem terem sido escolhidos nas prévias-- fiquem responsáveis por decidir o candidato.

Os superdelegados são membros do aparelho do partido tanto nos diferentes Estados quanto em nível nacional. Entre eles, há, por exemplo, os ex-presidentes.

A possibilidade de os superdelegados, e não os votos das primárias e "caucus", decidirem a candidatura democrata gera preocupação entre muitos democratas.

Donna Brazile, estrategista democrata e que assessorou Bill Clinton e Al Gore, afirmou: "Se 796 dos meus colegas decidirem esta eleição, deixo o Partido Democrata. Tenho isso muito claro".

Até este momento, Hillary cortejou melhor os superdelegados que Obama e tem melhor apuração --193 contra 106-- mas restam outros quase 500 a obter, e esta disputa pode ser dura.

McCain

Com este panorama democrata, o favorito republicano John McCain ainda não tem adversário nesta campanha.

Mas, apesar da divisão interna --ou justamente por causa dela--, os estrategistas democratas começaram a dar os passos necessários para que seu candidato, seja quem for, possa bater McCain em novembro.

Segundo a imprensa norte-americana, os democratas já estão preparando "munição" contra McCain durante a campanha eleitoral, e resgataram algumas de suas últimas confissões a respeito, por exemplo, da economia.

"Os assuntos econômicos são algo que eu não entendo tão bem quanto deveria", disse McCain durante a campanha em New Hampshire.

O mesmo acontecerá com as posições do republicano em relação à Guerra do Iraque, um assunto no qual os democratas estão decididos a mostrar que votar em McCain será votar "um terceiro mandato de George W. Bush".

Não servirá muito para McCain ter criticado a estratégia do Pentágono --do ex-secretário da Defesa Donald Rumsfeld, em particular-- durante toda a primeira parte da disputa. Para os democratas, a visão do republicano de que a guerra deve continuar até a vitória é suficiente para desprestigiá-lo.

Outro detalhe a ser explorado pelos democratas está nas reservas que McCain gera entre o círculo mais conservador dos republicanos, devido a suas posições liberais, por exemplo, sobre a imigração.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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