Mundo
10/02/2008 - 15h21

Empatados, Hillary e Obama apostam em superdelegados

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da Efe, em Washington

A possibilidade de o candidato democrata à Casa Branca sair apenas na convenção do partido, em agosto, obrigou os senadores Hillary Clinton e Barack Obama a focarem suas atenções nos superdelegados, um seleto grupo que poderá ter a última palavra.

Entenda o processo eleitoral americano

Os superdelegados são escolhidos ou designados pelo Partido Democrata e votam na convenção nacional sem terem sido escolhidos nas prévias.

Esta figura foi criada com o objetivo de conferir maior autonomia aos "entendidos" do partido na hora de se decidir o candidato democrata que enfrentará o republicano nas eleições.

Fazem parte deste seleto grupo, por exemplo, ex-presidentes e personalidades do partido.

Os candidatos disputam os votos de 796 superdelegados, e caso nem Obama nem Clinton se resolvam nas primárias e "caucus" conseguindo o voto dos 2.025 delegados necessários para a nomeação democrata, os superdelegados serão decisivos na Convenção de Denver, em agosto.

Os superdelegados já são objeto de intensa campanha por parte dos dois senadores, segundo os diários "The New York Times" e "Washington Post".

"Todos fomos bombardeados com e-mails", disse Donna Brazile, membro do Comitê Nacional Democrata.

Tanto Obama como Clinton reservaram algumas horas por semana a telefonemas para os superdelegados e têm feito o possível em suas campanhas para persuadi-los.

O grupo que trabalha para Clinton faz contato com os superdelegados por meio de amigos cuidadosamente selecionados e também por meio de personalidades como a ex-secretária de Estado Madeleine Albright.

Também Bill --ele mesmo um superdelegado-- e Chelsea Clinton têm se encarregado de ligar para esses delegados, segundo a imprensa.

Obama, por sua vez, conta com Tom Daschle, ex-líder da maioria no Senado, a governadora do Arizona, Janet Napolitano, e o senador John Kerry, que foi candidato democrata à Presidência nas eleições de 2004.

"Atualmente ambos estão tentando convencer os superdelegados que ainda não se decidiram", afirmou Mike Berman, que apóia Clinton e participou em 1984 da campanha de Walter Mondale, a última ocasião na qual os superdelegados representaram um papel decisivo.

Naquele momento, os superdelegados apoiaram amplamente a Mondale, o que o ajudou a tornar-se um candidato democrata em detrimento de Gary Hart, com o qual havia enfrentado um corpo a corpo nas primárias e "caucus" do partido.

Segundo o "Washington Post", por enquanto 213 superdelegados se comprometeram com Hillary Clinton, enquanto 139 estão do lado de Obama.

Os dois pré-candidatos discordam sobre a figura dos superdelegados, pois o senador por Illinois considera que eles devem votar de acordo com os resultados das primárias e "caucus", enquanto Clinton defende que eles devem ser independentes.

"Eu acho que se ganharmos a maioria dos Estados e delegados por decisão da maioria dos eleitores do país, seria problemático para os superdelegados mudar a decisão dos eleitores", afirmou Obama em Seattle (Washington).

"Os superdelegados, por sua designação como tais, devem tomar sua decisão de maneira independente", afirmou Clinton, discordando de seu rival em uma conferência no Estado do Maine, onde se realizam hoje os "caucus" de seu partido.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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