Mundo
11/02/2008 - 09h27

Obama supera Hillary em número de delegados em corrida nos EUA

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da Folha Online

O senador por Illinois Barack Obama superou pela primeira vez sua rival, a senadora por Nova York Hillary Clinton, na quantidade de delegados para a Convenção Democrata que elegerá o candidato à Presidência dos EUA, após as prévias no Estado do Maine.

De acordo com o site independente Real Clear Politics, Obama está à frente de Hillary com uma vantagem de apenas três delegados --1.137 contra 1.134.

Os números incluem, no entanto, os 213 superdelegados que votariam em Hillary e os 139 que apoiariam Obama. Os superdelegados têm liberdade para mudar de opinião durante a convenção.

Um total de 444 superdelegados ainda não se decidiram qual dos dois irão apoiar. Para alcançar a nomeação democrata, o candidato deve obter o voto de 2.025 delegados.

Obama ganhou em cinco primárias neste final de semana, entre eles no Maine. No Estado, com 99% dos votos apurados, Obama vencia com 59% dos votos contra 40% de Hillary.

O Maine possui 24 delegados que devem participar da convenção de agosto, que irá nomear o candidato de seu partido para as eleições presidenciais de 4 de novembro.

O senador por Illinois obteve 15 dos principais delegados do Estado para a convenção nacional, contra nove de Hillary.

Antes da derrota no Maine, a ex-primeira-dama já havia perdido para Obama no sábado (9) nos Estados de Nebraska, Washington, Louisiana e Ilhas Virgens.

A derrota no Estado ocorreu no mesmo dia em que a senadora anunciou a substituição de sua gerente de campanha, Patti Solis Doyle, pela assessora de longa data Maggie Williams.

No entanto, ela negou que a mudança estivesse ligada a uma alteração em sua estratégia de campanha.

A mudança foi anunciada na véspera das novas prévias desta terça-feira, quando haverá votação na Virgínia, em Maryland e em Washington D.C.

Segundo pesquisas, Obama deve vencer nas três corridas democratas desta terça.

Republicanos

Do lado republicano, John McCain, que lidera a corrida, perdeu para Mike Huckabee em dois Estados na votação do sábado (9). No entanto, ele permanece bem à frente na contagem de delegados. McCain praticamente assegurou sua indicação depois da saída, na semana passada, de seu principal rival, Mitt Romney, que era o segundo colocado na disputa.

McCain conta com 719 delegados do total de 1.191 necessários para a indicação republicana. Huckabee possui 234 delegados.

Desde a Superterça, realizada no último dia 5 --as principais prévias da corrida presidencial, na qual 24 Estados americanos votaram-- McCain se concentra em obter o apoio dos conservadores republicanos, que o vêem como liberal em questões como a imigração ilegal.

Huckabee, que é ex-governador do Arkansas, prometeu continuar na corrida até que algum dos candidatos obtenha o número necessário para a nomeação do partido.

Pesquisas apontam que McCain deve vencer nas votações desta terça-feira em dois Estados.
Estudos realizados pelo instituto Mason-Dixon mostram que o senador pelo Arizona está à frente de Huckabee com uma vantagem de 30 pontos percentuais na Virgínia e em Maryland.

Os republicanos também realizam votação em Washington D.C. nesta terça-feira.

Com Associated Press

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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