Em artigo, Fidel acusa McCain de mentir sobre tortura no Vietnã
da Ansa, em Havana
Fidel Castro, em novo artigo, acusou o candidato republicano à Presidência dos EUA John McCain de mentir ao afirmar que foi torturado por cubanos quando foi prisioneiro no Vietnã.
"McCain afirmou que alguns companheiros seus foram torturados por agentes cubanos no Vietnã. Seus especialistas em publicidade costumam enfatizar que o próprio McCain sofreu torturas por parte dos cubanos", escreveu Fidel.
O presidente cubano --afastado do cargo desde julho de 2006 devido a problemas de saúde-- disse que nunca havia falado antes sobre um candidato à Presidência norte-americana.
"Espero que os cidadãos dos Estados Unidos compreendam que eu me vejo obrigado à análise detalhada deste candidato republicano e lhe responda".
Na nova "Reflexão do Comandante em Chefe", série de artigos que escreve desde março do ano passado, Fidel disse que "diante das palavras alucinadas de McCain, me interessei pelo assunto. Quis saber de onde vinha essa lenda tão estranha".
"Sua acusação contra os revolucionários internacionalistas cubanos, utilizando o sobrenome Fidel para identificar um deles capaz de torturar um prisioneiro até a morte, carece da menor ética'', escreveu Fidel
"Permito-me lembrar-lhe, senhor McCain: os mandamentos da religião que o senhor pratica proíbem a mentira. Os anos de prisão e os ferimentos que recebeu como conseqüência de seus ataques a Hanói não o livram do dever moral da verdade", disse Fidel.
Exemplo
No artigo, o presidente cubano citou como exemplo ético o "comportamento cubano" com os prisioneiros após a breve guerra da praia Girón, na Baía de Cochinos, em abril de 1961, quando um contingente militar preparado pelos Estados Unidos invadiu Cuba.
"O senhor acusa os revolucionários cubanos de ser torturadores. Exorto-o seriamente a que apresente um só dos mais de mil prisioneiros capturados nos combates da Praia Girón que tenha sido torturado", escreveu.
"O senhor se diz partidário da pena capital para os crimes muito graves. Que atitude teria assumido diante de tais atos? A quantos teria condenado à morte por essa traição?", questionou Fidel.
Em seu artigo, ele lembrou ainda que enquanto era negociada com os Estados Unidos a libertação desses prisioneiros, "o governo americano organizava planos de assassinato contra mim, e isso consta nos escritos de pessoas que participaram da negociação".
"Que ética subjaz em tais fatos, defendidos pelo senhor com veemência como questão de princípios?", perguntou Fidel. "Tratarei de ir a fundo nesses temas em reflexões próximas".
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Especial


Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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