Mundo
11/02/2008 - 13h49

Em artigo, Fidel acusa McCain de mentir sobre tortura no Vietnã

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da Ansa, em Havana

Fidel Castro, em novo artigo, acusou o candidato republicano à Presidência dos EUA John McCain de mentir ao afirmar que foi torturado por cubanos quando foi prisioneiro no Vietnã.

"McCain afirmou que alguns companheiros seus foram torturados por agentes cubanos no Vietnã. Seus especialistas em publicidade costumam enfatizar que o próprio McCain sofreu torturas por parte dos cubanos", escreveu Fidel.

O presidente cubano --afastado do cargo desde julho de 2006 devido a problemas de saúde-- disse que nunca havia falado antes sobre um candidato à Presidência norte-americana.

"Espero que os cidadãos dos Estados Unidos compreendam que eu me vejo obrigado à análise detalhada deste candidato republicano e lhe responda".

Na nova "Reflexão do Comandante em Chefe", série de artigos que escreve desde março do ano passado, Fidel disse que "diante das palavras alucinadas de McCain, me interessei pelo assunto. Quis saber de onde vinha essa lenda tão estranha".

"Sua acusação contra os revolucionários internacionalistas cubanos, utilizando o sobrenome Fidel para identificar um deles capaz de torturar um prisioneiro até a morte, carece da menor ética'', escreveu Fidel

"Permito-me lembrar-lhe, senhor McCain: os mandamentos da religião que o senhor pratica proíbem a mentira. Os anos de prisão e os ferimentos que recebeu como conseqüência de seus ataques a Hanói não o livram do dever moral da verdade", disse Fidel.

Exemplo

No artigo, o presidente cubano citou como exemplo ético o "comportamento cubano" com os prisioneiros após a breve guerra da praia Girón, na Baía de Cochinos, em abril de 1961, quando um contingente militar preparado pelos Estados Unidos invadiu Cuba.

"O senhor acusa os revolucionários cubanos de ser torturadores. Exorto-o seriamente a que apresente um só dos mais de mil prisioneiros capturados nos combates da Praia Girón que tenha sido torturado", escreveu.

"O senhor se diz partidário da pena capital para os crimes muito graves. Que atitude teria assumido diante de tais atos? A quantos teria condenado à morte por essa traição?", questionou Fidel.

Em seu artigo, ele lembrou ainda que enquanto era negociada com os Estados Unidos a libertação desses prisioneiros, "o governo americano organizava planos de assassinato contra mim, e isso consta nos escritos de pessoas que participaram da negociação".

"Que ética subjaz em tais fatos, defendidos pelo senhor com veemência como questão de princípios?", perguntou Fidel. "Tratarei de ir a fundo nesses temas em reflexões próximas".

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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