Mundo
12/02/2008 - 19h22

Forças iraquianas procuram jornalista britânico seqüestrado em Basra

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da France Presse, em Bagdá

As forças de segurança iraquianas prosseguiram as intensas buscas para encontrar o jornalista britânico e seu intérprete iraquiano, ambos a serviço do canal de televisão americano CBS, seqüestrados domingo em Basra (sul), informou o porta-voz do ministério do Interior em Bagdá, general Abdel Karim Jalaf.

Segundo fontes policiais e testemunhas, os dois teriam sido seqüestrados por homens armados em um hotel desta grande cidade portuária de maioria xiita.

"Iniciamos intensas buscas para encontrar os jornalistas", declarou o general Jalaf. "São jornalistas que fazem seu trabalho e seus seqüestradores são criminosos que serão castigados", acrescentou.

Segundo funcionários do hotel entrevistados pela agência de notícias France Presse na segunda-feira, um grupo de dez homens à paisana entrou no hotel e fez perguntas sobre quem estava hospedado.

"Eles retornaram mais tarde a bordo de jipes. Estavam armados. Foram ao quarto dos jornalistas da CBS e os levaram sob a mira das armas", disse um funcionário.

A emissora CBS anunciou o seqüestro ainda na segunda-feira, mas sem especificar a nacionalidade das vítimas, nem suas identidades.

Em seguida, a associação de jornalistas iraquianos emitiu um comunicado no qual pedia aos seqüestradores "a libertação do jornalista britânico e de seu intérprete iraquiano".

A milícia xiita do chefe radical Moqtada Al Sadr, o Exército do Mahdi, muito influente em Basra, também denunciou e condenou este rapto, pediu a libertação dos dois homens e ainda que as forças de segurança não fizessem acusações sem provas.

Segundo alguns dos colegas dos reféns, que não quiseram ser identificados, o jornalista e seu intérprete partiram de Bagdá a bordo de um avião e chegaram a Basra no sábado.

Eles viajaram sem escolta, algo que repórteres estrangeiros não costumam fazer no Iraque e se hospedaram no hotel Qasr al Sultán

Em um comunicado, a CBS garantiu nesta segunda-feira que "estavam sendo feitos todos os esforços possíveis para encontrá-los" e pediu que se evitassem especulações sobre suas identidades.

Basra, segunda cidade do Iraque, está desde meados de dezembro sob controle das forças iraquianas, depois da retirada do exército britânico que controlava a região desde a invasão do país em 2003.

Atualmente, pouco menos de 5.000 soldados britânicos estão destacados no aeroporto de Basra, a 10 km da cidade, participando da formação das forças de segurança iraquianas.

Basra é cenário de uma luta de poder entre diferentes grupos xiitas, em particular do Exército do Mahdi contra o Conselho Supremo Islâmico do Iraque. O governo local está nas mãos de outro grupo --o partido Fadila (Virtude).

O Comitê para a Proteção dos Jornalistas, com sede em Nova York, se declarou "muito preocupado pela segurança" dos dois empregados da CBS.

Desde o início do conflito no Iraque, em março de 2003, 207 profissionais da informação, entre jornalistas e técnicos, morreram, 46 deles em 2007, segundo a associação Repórteres Sem Fronteiras. Atualmente, 15 jornalistas são mantidos como reféns.

 

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