Fidel afirma que McCain é um "instrumento da máfia" de Miami
da France Presse, em Havana
O líder cubano Fidel Castro afirmou que o pré-candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos John McCain é um "instrumento da máfia" por se associar com indivíduos não-favoráveis ao atual governo de Cuba em Miami, segundo um artigo publicado nesta quarta-feira pela mídia local.
"É incrível que a essa altura o candidato republicano, com honras de herói, se torne um instrumento dessa máfia", afirma o governante em seu terceiro artigo dedicado esta semana a McCain.
Fidel, afastado do poder há quase 19 meses por problemas de saúde, diz que os representantes Ileana Ros-Lehtinen, Mario e Lincoln Díaz-Balart, o senador Mel Martínez e outros "se converteram em pontais do candidato para tentar vencer na Flórida e em seus assessores principais para a política na América Latina".
"O que os latinos americanos podem esperar desses conselheiros?", questiona Fidel, que poderá ser reeleito presidente no próximo dia 24, apesar de seus problemas de saúde.
O líder cubano, que em julho de 2006 cedeu temporariamente o poder ao seu irmão Raúl, afirma que McCain não esteve com o presidente George W. Bush no último discurso de 28 de janeiro, pois "recebia homenagens" em Miami, capital do exílio cubano.
"Ali residem e se instalaram com suas famílias a maioria dos maiores inimigos da Revolução Cubana", comentou o mandatário de 81 anos.
Ros-Lehtinen, a quem Fidel chama de "loba feroz", caracteriza McCain como "forte na defesa nacional" e "também compreende a ameaça que significa o regime de Fidel", declarou.
"O governo dos Estados Unidos os utiliza para organizar invasores e terroristas que há quase 50 anos mancham de sangue nosso país."
Fidel disse ainda que McCain participou de uma audiência em 2002, que reconhecia Cuba como "uma ameaça para os Estados Unidos" e em 2003 apresentou moção para interromper um debate sobre flexibilização das viagens para a ilha.
McCain expressou "em outra de suas caprichosas declarações que quando houver liberdade em Cuba, gostaria de enfrentar os cubanos que torturaram alguns de seus companheiros durante a guerra do Vietnã", disse Fidel.
"Que coragem a do obsessivo candidato!", exclama com sarcasmo o líder cubano, avisando que a série "O candidato republicano" irá continuar.
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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